sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PRODUCTOS PIRATAS APRENDIDOS PELAS ALFANDEGAS DE MOÇAMBIQUE


Alfândegas apreendem escovas de dentes e pensos higiénicos falsificados
Um atentado a saúde chega a Moçambique vindo da República Popular da China.
Aslar Alfândega de Moçambique apreenderam, nesta Quarta-feira, no Porto da Beira, 48 mil unidades de escovas de dente e cerca de 3 mil caixas de pensos higiénicos adulterados.
Segundo António Camacho, que falou em representação das Alfândegas, os produtos falsificados vêm da China. Camacho acrescenta que as datas de fabrico foram adulteradas. “A embalagem indica que produto foi fabricado a três de Janeiro de 2017 e chegou ao porto no dia 12. Entretanto, um contentor ao sair da China leva, em média, 30 dias para chegar ao país. Logo, não sabemos se estes produtos estão em bom estado para o consumo.”
O rótulo dos pensos higiénicos, que carregam a marca “Usual”, indicam que foram fabricados, em Maputo, pela empresa IvoneLisa, mas a empresa em questão não reconhece os produtos. Já as escovas de dentes são réplicas da marca “Colgate”.


Donald Trump fala ao telefone com o presidente do México


Donald Trump e o Presidente do México falaram hoje ao telefone
Depois do presidente mexicano Enrique Peña Nieto ter cancelado a visita a Casa Branca para uma conversa entre os dos estadistas, hoje uma fonte oficial da casa branca que os dois terão tido uma conversa telefónica que durou cerca de uma hora.

Fonte da Presidência mexicana confirmou o telefonema e revelou que será emitida em breve uma declaração oficial sobre a matéria, segundo escreve a Reuters.

DONALD TRUMP PÕE EM PRATICA AS SUAS PROMESSAS DEVASTADORAS


Trump toma decisões devastadoras na primeira semana da sua governação

Trump já rubricou alguns decretos que reflectem as suas promessas eleitorais
Após uma semana como presidente dos EUA, Donald Trump cumpre com uma das suas promessas, a construção do muro que separa o Mexico da América assim como também já rubricou alguns decretos e deu início à implementação de medidas que, na generalidade, reflectem as suas promessas eleitorais e a ideia central de uma governação do estilo nacionalista, com as atenções centradas no interior dos EUA, aliás Trump começou a tomar medidas duras após a tomada de poder, pois no dia em que se tornou presidente dos EUA “20 de Janeiro do ano em curso”, este  assina um decreto contra o projecto “Obamacare”, uma das marcas de Barack Obama, que tem como objectivo aumentar o número de americanos com acesso aos serviços de saúde.
No mesmo dia declarou o 20 de Janeiro como “Dia Nacional do Patriotismo”, vincando, deste modo, a sua intenção de uma administração voltada para o interior da América.
Já no segundo dia da sua governação, Trump anuncia o início do processo da renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, também conhecido por NAFTA, que vincula os Estados Unidos, Canadá e México. “Teremos encontros com o primeiro-ministro do Canadá e o presidente do México, a quem conheço, e vamos iniciar negociações em torno do NAFTA”. Daí não parou mais pois no terceiro dia da governação Donald assina um decreto que estabelece a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífica, que foi uma das prioridades do governo Obama.
Uma das decisões marcantes tomada nesta data determina a proibição do financiamento, com fundos federais, de ONG estrangeiras que apoiam o aborto, esta decisão foi anunciada um dia depois do 44º aniversário da emblemática decisão que legalizou o aborto nos Estados Unidos.
No que diz respeito ao combate a imigração, Trump assinou na quarta-feira desta semana várias ordens executivas sobre a imigração perspectivando assim o fim da lei sobre a entrada de refugiados na América. Para além do diploma sobre o polémico muro na fronteira com o México, assinou um decreto que determina a contratação de mais 10 mil funcionários para os serviços de imigração e mais de cinco mil agentes de controlo de fronteiras. Outra ordem aprova a publicação de uma lista semanal dos crimes cometidos por imigrantes.
Trump assinou num texto citado pela imprensa internacional o que passamos a citar:
“Para melhor informar o público acerca das ameaças à segurança, o secretário da Defesa Nacional deverá, numa base semanal, tornar pública uma lista exaustiva de acções criminosas cometidas por estrangeiros e as jurisdições que ignorem ou que, de qualquer outra forma, se escusem a honrar as detenções desses estrangeiros. Fim de citação

No que diz respeito as eleições supostamente fraudadas a favor de Trump, este insiste na tese de que houve uma “fraude eleitoral” para justificar a derrota no voto popular e anunciou, esta quarta-feira, que irá ordenar uma investigação. “Irei pedir uma grande investigação à fraude eleitoral, incluindo aqueles [eleitores] que estão registados em dois estado, aqueles que estão ilegais… e até aqueles que estão mortos (há muitos anos)”, afirmou, na quarta-feira, o presidente norte-americano, através da rede social twitter, que é a sua fonte primária de comunicação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

KADABRA MC, MESTRE DO IMPROVISO E DO ROMPIMENTO



Moçambicano foi o artista mais procurado em 2016 de acordo com a MEOSOM

No Google - plataforma de pesquisa na internet - Kadabra Mc, foi o artista mais procurado em 2016, segundo uma lista divulgada pela MEOSOM, citado pela Sapo. Desta lista, seguem-se artistas como Nelson Freitas, Messias Maricoa, Hernâni da Silva e Liloca, no “top five” que está nos seus calcanhares.
Este é o primeiro indicativo de que o jovem de apenas 21 anos não passa despercebido pelo seu talento de improvisar. E mais, rappers que são considerados verdadeiras vedetas desta “cultura de rua”, exemplos dos moçambicanos Azagaia, Slim Nigga e o luso-cabo-verdiano Valete “tiraram chapéu” ao “mestre de improvisos”.
“Kadabra… poesia refinada”, nem mais, elogiou o autor dos álbuns “Babalaze” e “Cubaliwa”, ou melhor, o mentor da célebre música “As mentiras da verdade”. Azagaia fez essas parcas declarações após assistir um trecho de um vídeo em que o artista improvisava no programa Big Box Show, da Stv - o palco que serviu de trampolim para o seu sucesso.
“Kadabra é meu idolo, e isto não é de hoje”, revelou, por sua vez, Slim Nigga - outro nome respeitado quando o assunto é hip-hop nacional.

Elogios à parte. Outro sinal de que o rapper vem dando passos gigantes na sua carreira são mais de 40 espectáculos um pouco por todo canto do país e inúmeras passagens pelas rádios e televisões.

Todo esse respeito, depositado até por pessoas que não são apreciadores do hip-hop deve-se a sua participação em Batalhas de RAP, como é o caso do “Rapódromo”, conceito desenvolvido por Duas Caras, catalogado pai do RAP em Moçambique.

Mais do que isso, o que fez soar de facto o nome deste jovem foi a sua passagem pelo “Rompimento” - batalha de RAP que cruzou jovens moçambicanos e angolanos ano passado em Luanda, cidade Angola.
Como forma de legitimar o apreço que tem recebido por todo o canto, decidiu tornar 2017 o ano de realizações. E mal começou o ano, já tem uma agenda extensa. Para começar, o rapper vai efectuar uma digressão pela zona norte do país.

Esta sexta-feira (27), o artista vai escalar a cidade de Nacala. No dia seguinte, o rapper escala a cidade de Pemba e, para terminar, já no dia 29, o “mestre do improviso” pretende fazer vibrar os macuas. Sim, a sua digressão termina na cidade de Nampula.

COMBATE A CORRUPÇÃ EM MOÇAMBIQUE


CORRUPÇÃO LESOU A ECONOMIA EM CERCA DE CINCO BILIÕES DE DÓLARES ENTRE 2002 E 2014


A corrupção no nosso país continua um calcanhar de Aquiles pois esta lesa em média o Estado em cerca de 500 milhões de dólares por ano. Num estudo sobre os custos da corrupção para a economia de Moçambique, o Centro de Integridade Pública concluiu que o valor agregado dos custos da corrupção, entre 2002 e 2014, situou-se entre 4.8 e 4.9 biliões de dólares americanos, o equivalente a cerca de 30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014.
Também na senda dos custos da corrupção para o Estado, o Gabinete de Combate à Corrupção denunciou, no relatório do primeiro semestre, o desvio de cerca de 80 milhões de dólares, dos quais apenas 14 milhões foram recuperados.
O CIP refere que esta realidade acabou pesando para consequências como perda de projectos de investimento avaliados em cerca de 90 milhões de dólares, em 2014, aumento dos custos de produção e prejuízos à actividade do sector privado, retracção do sector privado e das Pequenas e Médias Empresas a favor de empresas públicas e parcerias público-privadas, assim como para que o nome de Moçambique ficasse manchado enquanto destino de Investimento Directo Estrangeiro.
As saídas para Moçambique, segundo a instituição, passam por dinamizar o combate à corrupção, visando a mobilização de recursos fiscais domésticos adicionais, honrar os compromissos de melhorar os serviços sociais para todo o cidadão, dinamizar o sector privado doméstico, designadamente as Pequenas e Médias Empresas e, por fim, atrair mais investimento e de melhor qualidade.
Por outra, se Moçambique estivesse livre da corrupção, estaria no ranking dos países desenvolvidos da África Austral.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

CASO DIVIDA DO EMATUM...F.M.I REAGE


FMI diz que era previsível falha no pagamento da dívida da Ematum

“Quando Maleaine foi a Londres e indicou as dificuldades fiscais que o país enfrenta”
O Fundo Monetário Internacional afirma através do seu representante Ari Aisen que já sabia que o governo teria dificuldades em reembolsar o valor usado pela empresa moçambicana de atum.
Este aponta as dificuldades fiscais que Adriano Maleiane (ministro da Economia e Finanças) revelou aquando da visita que efectuou ao Fundo Monetário Internacional em Londres, ano passado, como sinal claro de que Moçambique não ia mesmo pagar a dívida nos termos inicialmente acordados entre o país e os credores. “A posição do Governo pareceu-me consistente desde o início, quando o ministro da Economia e Finanças foi a Londres e indicou as dificuldades fiscais que o país enfrenta.
Portanto, parece natural que Moçambique não tenha conseguido efectuar este recente pagamento”, para quem o incumprimento do país no pagamento da prestação mais recente da dívida da Ematum terá consequências, entretanto espera que não sejam profundas. “As implicações serão claras ao longo do tempo, mas esperamos que não sejam muitas. O que é importante é que as discussões, entre os credores e o Governo moçambicano, possam levar a uma solução que traga a posição da dívida moçambicana para uma situação sustentável”, disse o representante do FMI em Moçambique.
O Fundo Monetário Internacional aguarda ainda pelo esclarecimento das polémicas dívidas da Ematum, ProIndicus e Mozambique Asset Management (MAM), para poder retomar o apoio a Moçambique. Aisen voltou a afirmar que é interesse do FMI voltar a apoiar Moçambique, mas tem que haver transparência. “Queremos apoiar para que o Governo de Moçambique possa realmente levar adiante esse processo de trazer a dívida do país para uma situação sustentável. Temos um bom relacionamento com o Governo de Moçambique a todos os níveis e temos estado em contacto todos os dias e queremos, como parceiros do país, contribuir para que o país mantenha a estabilidade macroeconómica e que possa ter um crescimento inclusivo e que beneficie toda a população de Moçambique”.
Questionado sobre novas dívidas ocultas, o Fundo Monetário Internacional desmente informações sobre a existência de outras dívidas escondidas, de acordo com informações que circulam em alguns órgãos de comunicação social, atribuídas ao vice-director do FMI em Washington. “Nos seus comentários, o Sr. Nolan simplesmente fez declarações factuais sobre a ausência de uma tendência generalizada de situações de dívida insustentável em países em desenvolvimento de baixa renda. No entanto, ele também apontou que a situação da dívida piorou em alguns países, incluindo Moçambique. Apesar de o Sr. Nolan confirmar que as prévias dívidas ocultas contribuíram para piorar a situação da dívida em Moçambique, não afirmou que dívidas ocultas ainda existem.


REINO UNIDO PRETENDE SAIR DO MERCADO ÚNICO EUROPEU


BREXIT compromete acesso de Moçambique ao mercado europeu

Finalmente, a primeira-ministra britânica, Theresa May, apresentou, esta semana, um plano de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Uma das questões mais discutidas e alvo de especulação desde o resultado da votação, no ano passado, era se o Reino Unido continuaria a fazer parte do mercado comum europeu. Mas a primeira-ministra foi categórica: isso não vai acontecer.
“Permanecer no mercado significaria aceitar os regulamentos do bloco sem ter voz no estabelecimento deles”, disse a governante, prometendo, no entanto, fazer pressão para ter o maior acesso possível ao mercado europeu. Segundo May, participar da união aduaneira (área de livre-comércio com tarifas externas comuns) impediria que o Reino Unido pudesse negociar seus próprios acordos com outros países.

 REDUÇÃO DA AJUDA PARA ÁFRICA
O Reino Unido é membro da União Europeia, um dos doadores do Orçamento directo do Estado moçambicano e financiador de várias iniciativas sociais e não só. A UE instituiu um mercado comum, através de um sistema padronizado de leis aplicáveis a todos os Estados-membros.
“Tendo em conta a posição do Reino Unido na UE, sendo um dos doadores mais consistentes, mas também um dos países que mais contribui para o orçamento da UE para ajudas e desenvolvimento, a saída teria um impacto substancial não só no montante que é dado em ajudas para o desenvolvimento para a região da África subsaariana, mas também na forma como é gasta e na sua eficácia”, disse à Deutsche Welle Uzo Madu, analista britânica de ascendência nigeriana.
IMPACTOS NO COMÉRCIO PARA ÁFRICA E MOÇAMBIQUE

Actualmente, as relações comerciais entre a UE e África são estipuladas pelo Acordo de Cotonou, assinando em 2000, e por uma série de Acordos de Parceria Económica entre a UE e as Comunidades Económicas Regionais. Saindo o Reino Unido da UE, não terá quaisquer obrigações com as leis da organização e a sua relação, económica ou política, com outros países, incluindo Moçambique, deverá ser independente e poderá passar por possível reestruturação, para alterar a regulamentação vigente no organismo europeu. Aliás, um dos pressupostos da primeira-ministra britânica, para a não participação do Reino Unido na união aduaneira, foi a possibilidade de o país não criar suas próprias leis em relação a outros mercados.

CARTA DE DESPEDIDA DE OBAMA DO CARGO DE PRESIDENTE DOS E.U.A


A carta de despedida de Obama

Barack Obama
Aos escassos minutos de tornar: antigo Presidente dos Estados Unidos da América. Obama deixou uma carta de despedida na página oficial da Casa Branca, na qual agradece, uma vez mais, o contributo e influência que os norte-americanos tiveram no seu mandato.
Obama, que deixa o cargo ao fim de oito anos, e que hoje foi substituído por Donald Trump, relembra as vitórias, mas também as derrotas vividas durante o período em que esteve em frente à Casa Branca.
A carta é endereçada à Trump, mas também, serve de reflexo sobre o que foram os anos de Obama em Washington. A seguir, a carta na íntegra:
My fellow Americans,
It's a long-standing tradition for the sitting president of the United States to leave a parting letter in the Oval Office for the American elected to take his or her place. It's a letter meant to share what we know, what we've learned, and what small wisdom may help our successor bear the great responsibility that comes with the highest office in our land, and the leadership of the free world.
But before I leave my note for our 45th president, I wanted to say one final thank you for the honor of serving as your 44th. Because all that I've learned in my time in office, I've learned from you. You made me a better President, and you made me a better man.
Throughout these eight years, you have been the source of goodness, resilience, and hope from which I've pulled strength. I've seen neighbors and communities take care of each other during the worst economic crisis of our lifetimes. I have mourned with grieving families searching for answers -- and found grace in a Charleston church.
I've taken heart from the hope of young graduates and our newest military officers. I've seen our scientists help a paralyzed man regain his sense of touch, and wounded warriors once given up for dead walk again. I've seen Americans whose lives have been saved because they finally have access to medical care, and families whose lives have been changed because their marriages are recognized as equal to our own. I've seen the youngest of children remind us through their actions and through their generosity of our obligations to care for refugees, or work for peace, and, above all, to look out for each other.
I've seen you, the American people, in all your decency, determination, good humor, and kindness. And in your daily acts of citizenship, I've seen our future unfolding.
All of us, regardless of party, should throw ourselves into that work -- the joyous work of citizenship. Not just when there's an election, not just when our own narrow interest is at stake, but over the full span of a lifetime.
I'll be right there with you every step of the way.
And when the arc of progress seems slow, remember: America is not the project of any one person. The single most powerful word in our democracy is the word 'We.' 'We the People.' 'We shall overcome.'
Yes, we can.

TRADUÇÃO

  “ Caros americanos:
    É tradição que o Presidente em função dos Estados Unidos deixe uma carta de despedida na Sala Oval para o presidente eleito que vai tomar o seu lugar. A carta serve para partilhar o que sabemos, o que aprendemos e qualquer conhecimento que ajude o sucessor a enfrentar a grande responsabilidade associada ao posto mais alto da Nação e liderança do mundo livre.
    Porém, antes de deixar o recado para o 45.º Presidente, quero deixar um último obrigado pela honra que foi servir como o 44.º. Porque tudo o que aprendi no tempo em que estive em funções aprendi convosco. Fizeram de mim um Presidente e um homem melhor.
    Durante estes oito anos, foram a fonte da bondade, resiliência e esperança, onde encontrei força. Vi vizinhos e comunidades ajudarem-se mutuamente durante a pior crise das nossas vidas. Enlutei-me com famílias em busca de respostas – e encontrei fé numa igreja em Charleston.
    Encontrei forças na esperança de jovens licenciados e novos oficiais militares. Vi os nossos cientistas ajudarem um homem paralisado recuperar o toque e guerreiros feridos, dados como mortos, voltarem a andar. Vi americanos cujas vidas foram salvas porque, finalmente, tiveram acesso a cuidados médicos e famílias cujas vidas mudaram porque os seus casamentos foram reconhecidos como iguais aos nossos. Vi as mais pequenas crianças lembrarem-nos, através das suas acções e generosidade, da nossa obrigação de ajudar os refugiados, ou lutar pela paz, e, acima de tudo, tomar conta uns dos outros.
    Vi o povo americano, em toda a sua decência, determinação, bom humor e bondade. E nos vossos actos de cidadania, vi o nosso futuro desabrochar.
    Todos nós, independentemente do partido, devemos empenhar-nos nesse trabalho – o satisfatório trabalho da cidadania. Não só quando há eleições, não só quando os nossos interesses estão em jogo, mas durante o tempo de uma vida.
    Estarei lá convosco ao longo do caminho.
  Quando o progresso parecer lento, lembrem-se: a América não é um projecto de uma qualquer individualidade. A palavra mais forte da nossa democracia é: 'Nós'. 'Nós, o povo'. 'Nós vamos ultrapassar'.
 Sim, nós podemos."


TOMADA DE POSSE DO DONALD TRUMP COMO PRESIDENTE DOS E.U.A


"Vamos reconstruir o país com mãos e trabalho de americanos"
As eleições do presidente do novo presidente norte americano foram polémicas desde o início, mas a polémica não impediu o Trump de tomar posse como presidente dos E.U.A. Donald Trump tomou posse hoje como Presidente dos Estados Unidos da América tornando-se assim o 45º Presidente dos Estados Unidos da América. O republicano sucede a Barack Obama que ocupou a casa Branca durante dois mandatos.
Sem demora e sem pápas na língua, o seu primeiro discurso como presidente dos E.U.A foi de promessas de tornar a América num país novo e para todos.
“EUA é um país novo. Vamos reconstruir o país com mãos e trabalho de americanos”.
O novo morador da Casa Branca exaltou o poder da população americana durante o seu discurso que passamos a citar: 
“A cerimónia de hoje tem um significado muito especial, porque não estamos a fazer uma transferência de poder de uma administração para a outra, ou de um partido para o outro, estamos a transferir o poder de Washington e a devolvê-lo a vós, o povo. 20 de Janeiro de 2017 será lembrado como o dia em que o povo voltou a ser quem manda neste país. Os homens e mulheres esquecidos não voltarão a ser esquecidos. O orgulho nacional irá guiar-nos. A todos os americanos, em todas as cidades, de montanha a montanha, de costa a costa, ficam estas palavras: Nunca voltarão a ser ignorados. A vossa voz, a vossa esperança e os vossos sonhos irão definir o nosso destino. Juntos faremos com que a América seja mais forte outra vez, rica de novo, orgulhosa de novo, segura de novo e, sim, juntos tornaremos a América melhor outra vez (…)”.

Hillary Clinton adversária de Trump nas eleições presidenciaIs, deixou ficar através da rede social Twitter o seu sentimento e a sua opinião. "Estou aqui hoje para honrar nossa democracia e nossos valores duradouros. Nunca deixarei de acreditar no nosso país e no seu futuro", declarou Hillary.

DESASTRE CAUSADO PELAS CHUVAS EM INHAMBANE-MAXIXE

imagens ilustrando o desastre que as chuvas causam na província de Inhambane mais concretamente no distrito de Maxixe



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHUVAS EM MOÇAMBIQUE


Chuvas desalojaram mais de 70 mil pessoas em todo o país
As chuvas intensas que continuam caindo um pouco por todo país estão devastando várias infraestruturas e deixando milhares de moçambicanos desalojados.
Mais de 16 mil famílias foram afectadas pelas chuvas e ventos fortes, na madrugada de segunda-feira, em todo o país. O mau tempo deixou um rasto de destruição nas províncias de Nampula, Sofala, Gaza e Maputo.
Segundo o INGC na voz do seu Porta-Voz), Paulo Tomás,  “A província de Nampula tem 3.932 pessoas afectadas, Sofala 3.330, Gaza 24.528 pessoas, cidade de Maputo com 10.010 vítimas e província de Maputo 255.245 pessoas temos até ao momento 257 pessoas feridas, 1673 casas inundadas, 9852 casas destruídas parcialmente e 8153 totalmente destruídas. Tivemos também a destruição parcial de 437 salas de aula, e destruição total de 177”.
Para acomodar as vítimas, o INGC criou centros de acomodação na província e cidade de Maputo.“ No centro de acomodação da EPC da Maxaquene C estão alojadas 120 famílias, que foram assistidas com mais de 750 quilogramas de arroz, 100 quilogramas de feijão, 30 quilogramas de açúcar, 30 litros de óleo, 60 mantas e 60 redes mosquiteiras”, disse o Porta-Voz.
Tomás vai mais fundo ao afirmar que as possíveis interrupções de vias de acesso também estão a ser monitoradas e as pontes móveis serão colocadas em locais estratégicos, tal como é o caso do distrito de Mocuba, na Zambézia. “As pontes de emergência serão movimentadas para lá e serão colocadas 100 embarcações e 50 homens para operações de busca e salvamento, uma vez que o rio Licungo poderá transbordar, e trata-se de uma via vital ao longo da Estrada Nacional Número um”.
A entidade gestora das calamidades no país explica que as chuvas e ventos fortes estão dentro do segundo cenário, que previa chuvas e ventos fortes em todo o país. Os fundos de assistência estão a ser tirados do Plano de Contingência que, até ao momento, tem disponíveis 160 milhões de meticais.


DIVIDA DO EMATUM


Falha no pagamento da dívida da “EMATUM”
A crise económica em Moçambique ainda não conseguiu nem aparenta ver uma luz no final do túnel.
A dívida foi contraída por agentes do Governo os quais todos nós conhecemos, segundo a lei estes cometeram um crime e deviam pagar por ele, começando por devolver o dinheiro nos cofres do Estado, livrando assim o sofrimento de milhões de moçambicanos que pagam dia pós dia por um erro que não cometeram. A justiça é outro ramo que não apresenta nem mostra a sua real função no país, se formos a ver as cadeias do nosso país, estão lotadas de gente inocente, alguns deles com crimes de roubo de patos, galinhas, carros..isto é, esses crimes são de pouca duração nas celas mas os mesmos levam décadas nas prisões, não faz sentido que ladroes do povo, ladroes que roubam bolso do cidadão permaneçam impunes e o povo continue pagando por eles.
Estamos desde o ano findado pagando dívidas contraídas por outrem, dívidas essas que levam o nosso país a falência, Moçambique  é mal visto no estrangeiro, ate quem não conhece África basta falar de Moçambique já reconhece, se essa fama toda fosse porque Moçambique é um país evoluído, desenvolvido que não depende de empréstimos para sobreviver, seriamos todos orgulhosos mas o que acontece é que hoje os Moçambicanos tem vergonha do seu próprio país mergulhado na lama, temos vergonha dos  nossos dirigentes que não-nos conseguem satisfazer… Todo moçambicano pergunta “Como é que o Estado vai falhar o pagamento de uma prestação de cerca de 60 milhões de dólares relativos à dívida da Ematum”? Consideramos que a falha no pagamento da prestação da dívida pública abre espaço para uma maior descredibilização do Estado moçambicano perante os credores e empurra o país para a situação de falência.
Há dias atraz em entrevista a um canal que não importa referir, o académico António Francisco disse que nao compreendia como é que o Governo falha o pagamento de uma dívida renegociada há menos de um ano, mesmo que se o país fosse uma empresa seria dissolvido, tal como o Nosso Banco.
O académico foi mais fundo ao dizer o que passamos a citar:
“O que acho preocupante é que, de facto, o não pagamento desta dívida surge menos de um ano depois de ter sido renegociada e a gente tem que se perguntar que renegociação foi essa, porque quem tinha informação sobre as possibilidades do não pagamento era o Governo. Os credores não tinham e nem sabiam que havia outras dívidas ocultas, mas o Governo Sabia. Então, fez a renegociação, alterou os prazos, a taxa de juro e quando surge o primeiro pagamento diz que não está em condições”.
“Obviamente, isto empurra-nos para uma falência. Só que, o país não é uma empresa. Se fosse como uma empresa ou um banco, relativamente fácil, fazia-se aquilo que o Banco de Moçambique fez ao Nosso Banco: encerrava-se, liquidava. Mas um país não se pode liquidar desta maneira”, revelou o académico. 
Este  diz ainda que este incumprimento pode ser uma forma de acelerar a discussão com os credores (no sentido de encontrar novas modalidades de pagamento mais favoráveis à actual fraca capacidade financeira do Governo). Mas, considera que compromete a imagem do país o suficiente para retardar a recuperação da confiança dos doadores internacionais e a retoma ao crescimento.

Moçambique está mergulhado na lama....... 

sábado, 14 de janeiro de 2017

MAU TEMPO NO SUL DE MOÇAMBIQUE


Alerta de mau tempo para Gaza e Inhambane


 O mau tempo já se faz sentir nas províncias do sul do país como já havia avisado o INAM, só na província de Inhambane principalmente na zona costeira as chuvas intensas continuam a cair mais até então não há registo de danos causados pelas chuvas.
As zonas centro e norte registam mau tempo desde a semana passada e poderá melhorar dentro de poucos dias.

O INAM apela à tomada de medidas de precaução para evitar perdas humanas e de bens face aos riscos que possam advir do mau tempo.

ROUBO DE VIATURAS EM MAPUTO


Desmantelada rede que se dedicava ao roubo de viaturas na Cidade de Maputo

A criminalidade tende a aumentar no país embora as autoridades policiais estejam fazendo sua parte
A Policia da República de Moçambique ao nível da cidade de Maputo deteve, na última quinta-feira, três criminosos que se dedicavam ao roubo de viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros. Segundo o porta-voz PRM da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, o grupo de assaltantes também invadia estabelecimentos comerciais e residências, com recurso a arma de fogo a polícia diz ter recuperado uma mini bus e alguns bens materiais roubados pela quadrilha.

Ainda na operação policial, foi possível a apreensão de sete indivíduos por envolvimento em vários crimes, com destaque para o roubo de bagagem no Aeroporto Internacional de Maputo. A polícia também aprendeu três armas de fogo e recebeu duas entregues voluntariamente pela população.

“YES WE CAN, YES WE DID”, BARACK OBAMA



Barack Obama fez na última quarta-feira o seu último discurso como Presidente dos Estados Unidos da América
Barack Obama fez, na noite da última quarta-feira, o último discurso enquanto Presidente dos Estados Unidos da América, perante uma plateia de 18 mil pessoas no McCormick Place, em Chicago.
Obama, que avaliou positivamente o seu mandato, substituiu o “Yes we can” (sim, nós podemos), por “Yes we did” (sim, nós fizemos) e disse que deixou o país melhor do que encontrou.
Barack Obama reconheceu que apesar do caráter histórico da sua eleição como primeiro Presidente afro-americano, o racismo continua vivo nos EUA e que há mais trabalho a fazer para eliminar os preconceitos contra minorias.
Obama disse que "Depois da minha eleição, falou-se muito de uns Estados Unidos pós-raciais. Essa visão, ainda que bem-intencionada, nunca foi realista. Porque a raça continua a ser uma força potente e frequentemente divisiva da nossa sociedade.
Nas questões de política externa, Obama apelou para que os Estados Unidos mantenham a sua preponderância na ordem mundial: "rivais como a Rússia ou a China não podem superar a nossa influência no mundo".
Sem nunca mencionar Donald Trump, Barack Obama, pediu união aos americanos: "vamos vencer ou falhar juntos. Todos nós, independentemente do partido, devemos entregarmo-nos à tarefa de reconstruir às nossas instituições democráticas".
O Público gritou por várias vezes mais quatro anos. No fim, Obama agradeceu aos americanos por o terem feito um melhor presidente e um "melhor homem" nos últimos oito anos.

Barack Obama deixou ainda um agradecimento especial à mulher, Michelle Obama: "nos últimos 25 anos não tens sido apenas minha esposa e mãe das minhas filhas. Tens sido a minha melhor amiga."

UM PROFESSOR VAI CONTINUAR ESTAR PARA 60 ALUNOS


Sofala reduz número de professores contratados devido a crise


A crise económica em Moçambique afectou desta vez o Ministério da Educado Cultura e Desenvolvimento Humano na província de Sofala onde este ministério na representador do Director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, Manuel Chicassa avança que  dos 700 novos professores necessários naquele ponto país foram contratados somente 450, o que manterá o rácio de um professor para 60 alunos por turma.
No ano passado , mais de oito mil alunos e 130 professores abandonaram as aulas devido aos conflitos militares. Mesmo sem avançar números, o Director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano disse que algumas escolas vão reabrir no presente ano lectivo.

A província de Sofala tem 14 mil professores e 531 mil alunos distribuídos em 927 escolas, a todos níveis de ensino. Recorde-se que em 2016, 23 estabelecimentos de ensino não funcionaram devido a crise político-militar.

Cidadão mata vizinho no bairro Triunfo




CRIMINALIDADE EM  MAPUTO

Um cidadão está a contas com as autoridades policiais indiciado de ter morto um indivíduo por sinal seu vizinho e atirar o corpo no contentor de lixo, no bairro Triunfo, em Maputo.
Um dos moradores contou que antes do corpo ser depositado no contentor de lixo os assassinos passaram pela sua casa.
“Assistí na madrugada quatro indivíduos vieram na madrugada atiraram o corpo na minha casa sem roupa e disseram que tinha sido encontrado a abrir o capom de carro e a tirar a bateria. Bateram-lhe e meteram-lhe pedras no ânus“, disse a testemunha.
Uma outra moradora disse ter visto o malogrado a ser agredido pelo vizinho.

A população enfurecida ameaçava linchar o suposto assassino e nem a presença da polícia conseguia acalmar a agitação.

JOVENS DETIDOS POR ESTUPRAR MENINA DE 13 ANOS DOENTE

 Criminalidade tende a crescer na cidade e província de Maputo
No último final de semana dois indivíduos com idades compreendidas entre 27 e 30 anos, estão detidos na 1ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), no município da Matola, indiciados de violar sexualmente uma miúda de 13 anos de idade, a qual sofre de perturbações mentais.
Segundo a violada, o vizinho a levou para sua casa forçadamente de onde veio a estuprá-la juntamente com o seu comparsa. O pai da vítima disse que no dia em que a filha foi abusada sexualmente, ela saiu de casa por voltas das 14h00 e só regressou às 20h00.
A miúda contou aos seus progenitores e à Polícia que o referido homem despiu-lhe, abriu-lhe as pernas e consumou a cópula forçada. Indignado, o pai dirigiu-se à habitação dos acusados para perceber o que tinha acontecido, mas não ficou convencido e pediu a intervenção da Polícia, que manteve os indiciados encarcerados após os resultados hospitalares confirmarem que houve estupro.Os dois indiciados refutaram as acusações e um deles alegou que o pai da menina subornou o técnico de saúde para dizer o que não aconteceu.

Um outro indivíduo de 35 anos de idade, ora foragido, é acusado de abusar sexualmente uma adolescente também de 13 anos de idade, no bairro do Triunfo. A vítima encontrava-se na sua casa a brincar com uma amiga, quando o presumível estuprador, que é casado e pai de dois filhos, forçou a miúda a acompanhá-lo até a sua casa, onde amordaçou-lhe, despiu-lhe e fez dela o que quis. A criança foi levada ao hospital onde se confirmou que houve violação. Contudo, o acusado abandonou o domicílio com a sua família, alegadamente por temer ser linchado pelos populares.

EX ADMINISTRADOR FINANCEIRO DA LAM CONDENADO POR ABUSO DE PODER


O antigo administrador financeiro da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Jeremias Tchamo, foi condenado a uma pena suspensa de dois anos, por abuso de poder.
Jeremias Tchamo foi acusado em Setembro de 2016 de crime de abuso de função pela Procuradoria-Geral da República, ao aceitar a celebração de 25 contratos com uma empresa de construção civil, pertencente ao irmão.
Em Novembro do ano passado, arrancou o julgamento do antigo administrador financeiro da LAM. Ontem, o Tribunal Judicial KaMpfumu condenou Jeremias Tchamo a dois anos de pena suspensa, o que significa que o condenado não irá preso mas terá de pagar uma multa.
O antigo administrador financeiro da LAM fez com que a empresa Linhas Aéreas de Moçambique pagasse a favor da empresa do irmão, um valor de 5,3 milhões de meticais, para a prestação de serviços de reabilitação e construção de várias infra-estruturas.

Jeremias Tchamo foi administrador financeiro da empresa Linhas Aéreas de Moçambique entre 2008 e 2014.

RENAMO DENUNCIA VIOLAÇÃO DO ACORDO DAS HOSTILIDADES


Partido da perdiz denuncia alegados casos de provocações e violações da trégua
A Renamo segundo maior partido da oposição em Moçambique veio a público, através do seu porta-voz António Muchanga, denunciar alegados casos de provocações e violações a trégua pelas Forças de Defesa e Segurança. Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM) distancia-se das afirmações da Renamo e diz que não reconhece nenhum caso de provocação e de sabotagem do acordo de cessação das hostilidades militares.
Por sua vez o Porta-Voz da PRM a nível da cidade de Maputo  Inácio Dina desmente as acusações “Nós nos distanciamos completamente dessas declarações. Como sabem as tréguas foram anunciadas politicamente e algumas medidas que haviam sido tomadas foram canceladas e as Forças Armadas de Defesa de Moçambique estão simplesmente a garantir a ordem e segurança”.
Em relação ao caso de assassinato de um membro do partido Renamo, ocorrido em Tete, Dina diz que o partido não deve atribuir punho político aos crimes. “Queremos desencorajar e avisar que não se pode politizar a questão da segurança”, disse Inácio Dina.
Além de desconhecer as denúncias da Renamo, a PRM, acrescenta ainda que as declarações deste partido são desnecessárias e infundadas porque não há não nenhum caso de violência no contexto da cessação das hostilidades.


VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS EM MOÇAMBIQUE POR FORCAS GOVERNAMENTAIS


HRW denuncia violações de direitos humanos em Moçambique

A Human Righs Watch (HRW) alertou ontem Sexta-Feira 13 para o aumento das violações de direitos humanos em Moçambique, devido ao conflito militar entre Governo e Renamo, apontando abusos às duas partes, execuções sumárias e assassínios politicamente motivados. Segundo esta organização (HRW), as forças de segurança do Governo “foram credivelmente implicadas em abusos nas operações contra a Renamo”, incluindo execuções sumárias e violência sexual, que levaram milhares de pessoas a abandonar o país.
“Refugiados moçambicanos no Malawi disseram que soldados de uniforme, alguns conduzindo veículos do exército, executaram sumariamente habitantes masculinos na província de Tete em fevereiro de 2016, ou amarraram-nos e levaram-nos para locais desconhecidos”, segundo testemunhas citados pela HRW, que apontaram também incêndios de casas, celeiros e campos de milho de residentes na região, acusados de alimentar os guerrilheiros da Renamo.
“As violações de direitos humanos aumentaram em Moçambique em 2016, devido a uma tensão crescente e confrontos armados entre o Governo e o antigo movimento rebelde, actual partido político, Renamo”, afirma o relatório anual da organização internacional, ontem divulgado.
No seu discurso do estado da nação, a 19 de Dezembro, o Presidente da República reiterou “não haver evidências das alegadas violações dos direitos humanos” sobre os moçambicanos no Malawi, contrariando denúncias de várias organizações internacionais e do próprio Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
A Renamo, por sua vez, segundo a HRW, “também cometeu abusos”, nomeadamente ataques contra centros de saúde, “saqueando remédios e suprimentos e destruindo equipamentos médicos”. A organização cita um relatório da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, que em Abril também denunciou execuções sumárias por parte das forças do Governo, mas igualmente abusos cometidos por combatentes da Renamo.



CHUVAS DESTROEM NO NORTE DE MOÇAMBIQUE


Chuvas matam três pessoas e destroem 70 casas em Nacala

Município de Nacala Porto está a mobilizar meios para repor os danos
Nacala província do sul de Moçambique foi alvo de destruição de infraestruturas devido a chuvas fortes que se fazem sentir naquela região do pais. Sabe-se ate o momento que cerca de  três pessoas perderam a vida e mais de setenta casas desabaram, na sequência de chuvas fortes que se abateram sobre a cidade de Nacala Porto, em Nampula, entre terça e quarta-feira passada.
Testemunhas a nossa reportagem afirmam que duas pessoas morreram arrastadas pelas águas e a terceira foi vítima de uma descarga atmosférica. A chuva cortou ainda um dos principais acessos à cidade, mas a transitabilidade foi reposta algumas horas depois.
Segundo contam testemunhas que viveram o momento de terror,  falam de sete mortos, mas os dados oficiais indicam apenas três. “Eu vi quando uma das senhoras foi arrastada, ela estava com o seu marido e estavam bêbados. O homem morreu no hospital, enquanto a mulher foi encontrada dia seguinte soterrada”, declara uma das testemunhas.
O edil da cidade de Nacala-Porto Rui Shong Saw assegurou estarem em curso trabalhos de reposição dos danos. “Estamos no terreno, queremos repor a situação, as máquinas já estão a trabalhar e vamos chegar a todos os locais críticos. No posto administrativo de Muanona caíram mais de trinta casas e em Mutiva mais quarenta. São dados preliminares e vamos esperar as chuvas pararem para sabermos exactamente quantas desabaram” disse o edil.

Enquanto se removem os solos arrastados e a água é escoada, a edilidade desdobra-se na procura de apoios para mais intervenções. “Este é um fenómeno natural, já comunicamos ao governo provincial e central, que também sabe desta situação. Nós também estamos a cooperar com as pessoas de fora para ver se minimizamos esta situação”, disse o Saw.

CHEIAS NA TAILÂNDIA


Cheias causam 36 mortes na Tailândia
Cheias dizimam 36 vidas humanas na Tailândia e deixam uma pessoa desaparecida em sequência de uma inundação provocada pelas
Inundações afectaram cerca de 1,2 milhões de pessoas chuvas torrenciais que caem no sul da Tailândia desde a semana passada. Cerca de de 1,2 milhões de pessoas em mais de 5.200 localidades numa dezena de províncias, causando danos em 17 edifícios governamentais, 590 estradas e 106 pontes, segundo o último relatório do departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres. As chuvas, que se fazem sentir ininterruptamente há mais de uma semana, acontecem em época tardia, já que a época chuvosa costuma terminar entre Novembro e Dezembro.
Sabe-se que a água também inundou 25 escolas e 170 templos, igrejas e mesquitas e a província de Nakhon Si Thammarat é a mais afectada, com nove mortos.

A Governo  enviou um contingente de 4.000 soldados para reforçar os trabalhos de apoio à população, sobretudo em aldeias que ficaram isoladas devidos aos cortes de estradas e danos em pontes.

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