Trump toma decisões devastadoras na primeira semana da sua governação
Trump
já rubricou alguns decretos que reflectem as suas promessas eleitorais
Após
uma semana como presidente dos EUA, Donald Trump cumpre com uma das suas
promessas, a construção do muro que separa o Mexico da América assim como
também já rubricou alguns decretos e deu início à implementação de medidas que,
na generalidade, reflectem as suas promessas eleitorais e a ideia central de
uma governação do estilo nacionalista, com as atenções centradas no interior
dos EUA, aliás Trump começou a tomar medidas duras após a tomada de poder, pois
no dia em que se tornou presidente dos EUA “20 de Janeiro do ano em curso”,
este assina um decreto contra o projecto
“Obamacare”, uma das marcas de
Barack Obama, que tem como objectivo aumentar o número de americanos com acesso
aos serviços de saúde.
No
mesmo dia declarou o 20 de Janeiro como “Dia
Nacional do Patriotismo”, vincando, deste modo, a sua intenção de uma
administração voltada para o interior da América.
Já
no segundo dia da sua governação, Trump anuncia o início do processo da
renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, também conhecido
por NAFTA, que vincula os Estados Unidos, Canadá e México. “Teremos encontros
com o primeiro-ministro do Canadá e o presidente do México, a quem conheço, e vamos
iniciar negociações em torno do NAFTA”. Daí não parou mais pois no terceiro dia
da governação Donald assina um decreto que estabelece a saída dos Estados
Unidos da Parceria Transpacífica, que foi uma das prioridades do governo Obama.
Uma
das decisões marcantes tomada nesta data determina a proibição do
financiamento, com fundos federais, de ONG estrangeiras que apoiam o aborto,
esta decisão foi anunciada um dia depois do 44º aniversário da emblemática
decisão que legalizou o aborto nos Estados Unidos.
No
que diz respeito ao combate a imigração, Trump assinou na quarta-feira desta
semana várias ordens executivas sobre a imigração perspectivando assim o fim da
lei sobre a entrada de refugiados na América. Para além do diploma sobre o
polémico muro na fronteira com o México, assinou um decreto que determina a
contratação de mais 10 mil funcionários para os serviços de imigração e mais de
cinco mil agentes de controlo de fronteiras. Outra ordem aprova a publicação de
uma lista semanal dos crimes cometidos por imigrantes.
Trump
assinou num texto citado pela imprensa internacional o que passamos a citar:
“Para melhor informar o público acerca das ameaças à
segurança, o secretário da Defesa Nacional deverá, numa base semanal, tornar
pública uma lista exaustiva de acções criminosas cometidas por estrangeiros e
as jurisdições que ignorem ou que, de qualquer outra forma, se escusem a honrar
as detenções desses estrangeiros. Fim de citação
No
que diz respeito as eleições supostamente fraudadas a favor de Trump, este insiste
na tese de que houve uma “fraude
eleitoral” para justificar a derrota no voto popular e anunciou, esta
quarta-feira, que irá ordenar uma investigação. “Irei pedir uma grande investigação à fraude eleitoral, incluindo
aqueles [eleitores] que estão registados em dois estado, aqueles que estão
ilegais… e até aqueles que estão mortos (há muitos anos)”, afirmou, na
quarta-feira, o presidente norte-americano, através da rede social twitter, que
é a sua fonte primária de comunicação.

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