quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CRISE ECONÓMICA ENCERRA MAIS DE 141 EMPRESAS EM MANICA


A crise que se faz sentir no país já criou danos irreparáveis as empresas tanto privadas assim como públicas. Só em Manica no centro do país, cerca de 141 micro e pequenas empresas confinaram as suas actividades, ao longo dos primeiros nove meses do presente ano, em consequência da crise económica assim como a falta de sentido entre as delegações da Renamo e Governo de Moçambique o que de uma certa forma deixa o nosso país mais vulnerável ao moroso desenvolvimento assim como a conjuntura económica desfavorável.
Segundo as declarações do Director Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social Mouzinho Carlos, isto tem um impacto negativo que chegou a deixar cerca de 300 trabalhadores na lista de desempregados. Em contrapartida, segundo o director, no mesmo espaço de tempo, 486 micro, pequenas e médias empresas entraram no mercado da província.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) colocou, por sua vez, no mundo laboral, 22.665 trabalhadores dos 16.654 planificados, contra 10.685 de igual período de 2015. 
Em relação ao total de entradas para o mercado laboral durante este  período em apreço a maioria dos ingressados são mulheres com cerca de 2.497.
De acordo com Mouzinho Carlos , as empresas que concluíram as suas actividades pagavam impostos e mais de 300 trabalhadores ficaram destituídos de salários e, por esta via, condensam o número de destituídos na província, além do débito global no valor de 2,7 milhões de meticais crispada ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
 Controvertido sobre se a tensão político-militar, este afirma que a mesma não terá cooperado para o reclusão das empresas em causa, tendo em conta que Manica a província centro moçambicana é uma das províncias mais lesadas. O director do Trabalho, Emprego e Segurança Social disse ainda que contemos noção de uma empresa no distrito de Báruè que se dedica à criação e sulco de gado caprino para comercialização que está com dificuldades de acesso e os seus 44 trabalhadores sem salários desde que eclodiu o conflito político-militar.

Segundo declara o dirigente desta pequena empresa, estão suspensas, ajuntando que embora ainda estejam lá animais e trabalhadores, não há direitos que provem da respectiva actividade, incluindo os impostos.

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