quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MDM PEDE AFASTAMENTO DE EDSON MACUÁCUA DA PRESIDÊNCIA


Violação da Legalidade na Presidência da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República
A bancada parlamentar do segundo maior partido da oposição em Moçambique, “MDM”, , exigiu ontem quarta-feira 16.11.2016 o afastamento de Edson Macuácua da presidência da Comissão dos assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, também designada por 1ª Comissão, por alegada falta de postura para a direcção da maior comissão de especialidade parlamentar.
A postulação foi apresentada no decorrer de uma sessão cuja agenda era a aprovação de uma Resolução com vista a eleição do deputado Sérgio Pantie, para ocupar a vaga aberta pela renúncia de Macuácua na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Dívida Pública, na sequência de uma denúncia feita pelo MDM, alegando conflito de interesse deste, com as matérias em investigação. O MDM
Aquele partido da oposição julga que o Presidente da 1ª Comissão Edson Macuácua, ao aceitar integrar a CPI, terá agido de má-fé e com intuito ponderado de violar a Lei de Probidade, uma vez que “quando foram contraídas” as problemáticas dívidas que financiaram a EMATUM, MAM e Proindicus, era assessor e porta-voz do então Ex-Presidente da República, Armando Guebuza, cujo executivo

foi responsável pelas garantias do Estado que trouxeram o polémico financiamento, pelo que estava ciente de que estaria em conflito de interesse.
Nos termos da alínea C, do artigo 33 do Regimento da Assembleia da República, o MDM na voz do Geraldo Carvalho apela a Comissão de Ética parlamentar, a instruir o respectivo processo disciplinar.
A solicitação do MDM foi extensivo para a Comissão Central de Ética, que segundo a exigência, deve “tomar as devidas diligências, no âmbito da Lei de Probidade Pública, para que o deputado em causa (Edson Macuácua) seja afastado da presidência da 1ª Comissão da Assembleia da República, pois o mesmo já não tem moral, absolutamente nenhuma, para dirigir a comissão da Assembleia da República, a comissão que poderíamos de cognominar, a reserva moral e jurídica de todos os actos da casa do povo” .
Que a justiça seja feita…….


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