Falha no pagamento da dívida da “EMATUM”
A
crise económica em Moçambique ainda não conseguiu nem aparenta ver uma luz no
final do túnel.
A
dívida foi contraída por agentes do Governo os quais todos nós conhecemos,
segundo a lei estes cometeram um crime e deviam pagar por ele, começando por
devolver o dinheiro nos cofres do Estado, livrando assim o sofrimento de
milhões de moçambicanos que pagam dia pós dia por um erro que não cometeram. A justiça
é outro ramo que não apresenta nem mostra a sua real função no país, se formos
a ver as cadeias do nosso país, estão lotadas de gente inocente, alguns deles
com crimes de roubo de patos, galinhas, carros..isto é, esses crimes são de
pouca duração nas celas mas os mesmos levam décadas nas prisões, não faz
sentido que ladroes do povo, ladroes que roubam bolso do cidadão permaneçam
impunes e o povo continue pagando por eles.
Estamos
desde o ano findado pagando dívidas contraídas por outrem, dívidas essas que
levam o nosso país a falência, Moçambique
é mal visto no estrangeiro, ate quem não conhece África basta falar de
Moçambique já reconhece, se essa fama toda fosse porque Moçambique é um país
evoluído, desenvolvido que não depende de empréstimos para sobreviver, seriamos
todos orgulhosos mas o que acontece é que hoje os Moçambicanos tem vergonha do
seu próprio país mergulhado na lama, temos vergonha dos nossos dirigentes que não-nos conseguem
satisfazer… Todo moçambicano pergunta “Como
é que o Estado vai falhar o pagamento de uma prestação de cerca de 60 milhões
de dólares relativos à dívida da Ematum”? Consideramos que a falha no
pagamento da prestação da dívida pública abre espaço para uma maior
descredibilização do Estado moçambicano perante os credores e empurra o país
para a situação de falência.
Há
dias atraz em entrevista a um canal que não importa referir, o académico António Francisco disse que nao
compreendia como é que o Governo falha o pagamento de uma dívida renegociada há
menos de um ano, mesmo que se o país fosse uma empresa seria dissolvido, tal
como o Nosso Banco.
O
académico foi mais fundo ao dizer o que passamos a citar:
“O que acho preocupante
é que, de facto, o não pagamento desta dívida surge menos de um ano depois de
ter sido renegociada e a gente tem que se perguntar que renegociação foi essa, porque
quem tinha informação sobre as possibilidades do não pagamento era o Governo.
Os credores não tinham e nem sabiam que havia outras dívidas ocultas, mas o
Governo Sabia. Então, fez a renegociação, alterou os prazos, a taxa de juro e
quando surge o primeiro pagamento diz que não está em condições”.
“Obviamente, isto
empurra-nos para uma falência. Só que, o país não é uma empresa. Se fosse como
uma empresa ou um banco, relativamente fácil, fazia-se aquilo que o Banco de
Moçambique fez ao Nosso Banco: encerrava-se, liquidava. Mas um país não se pode
liquidar desta maneira”, revelou o académico.
Este
diz ainda que este incumprimento pode
ser uma forma de acelerar a discussão com os credores (no sentido de encontrar
novas modalidades de pagamento mais favoráveis à actual fraca capacidade
financeira do Governo). Mas, considera que compromete a imagem do país o
suficiente para retardar a recuperação da confiança dos doadores internacionais
e a retoma ao crescimento.
Moçambique está mergulhado na lama.......

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