quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DIVIDA DO EMATUM


Falha no pagamento da dívida da “EMATUM”
A crise económica em Moçambique ainda não conseguiu nem aparenta ver uma luz no final do túnel.
A dívida foi contraída por agentes do Governo os quais todos nós conhecemos, segundo a lei estes cometeram um crime e deviam pagar por ele, começando por devolver o dinheiro nos cofres do Estado, livrando assim o sofrimento de milhões de moçambicanos que pagam dia pós dia por um erro que não cometeram. A justiça é outro ramo que não apresenta nem mostra a sua real função no país, se formos a ver as cadeias do nosso país, estão lotadas de gente inocente, alguns deles com crimes de roubo de patos, galinhas, carros..isto é, esses crimes são de pouca duração nas celas mas os mesmos levam décadas nas prisões, não faz sentido que ladroes do povo, ladroes que roubam bolso do cidadão permaneçam impunes e o povo continue pagando por eles.
Estamos desde o ano findado pagando dívidas contraídas por outrem, dívidas essas que levam o nosso país a falência, Moçambique  é mal visto no estrangeiro, ate quem não conhece África basta falar de Moçambique já reconhece, se essa fama toda fosse porque Moçambique é um país evoluído, desenvolvido que não depende de empréstimos para sobreviver, seriamos todos orgulhosos mas o que acontece é que hoje os Moçambicanos tem vergonha do seu próprio país mergulhado na lama, temos vergonha dos  nossos dirigentes que não-nos conseguem satisfazer… Todo moçambicano pergunta “Como é que o Estado vai falhar o pagamento de uma prestação de cerca de 60 milhões de dólares relativos à dívida da Ematum”? Consideramos que a falha no pagamento da prestação da dívida pública abre espaço para uma maior descredibilização do Estado moçambicano perante os credores e empurra o país para a situação de falência.
Há dias atraz em entrevista a um canal que não importa referir, o académico António Francisco disse que nao compreendia como é que o Governo falha o pagamento de uma dívida renegociada há menos de um ano, mesmo que se o país fosse uma empresa seria dissolvido, tal como o Nosso Banco.
O académico foi mais fundo ao dizer o que passamos a citar:
“O que acho preocupante é que, de facto, o não pagamento desta dívida surge menos de um ano depois de ter sido renegociada e a gente tem que se perguntar que renegociação foi essa, porque quem tinha informação sobre as possibilidades do não pagamento era o Governo. Os credores não tinham e nem sabiam que havia outras dívidas ocultas, mas o Governo Sabia. Então, fez a renegociação, alterou os prazos, a taxa de juro e quando surge o primeiro pagamento diz que não está em condições”.
“Obviamente, isto empurra-nos para uma falência. Só que, o país não é uma empresa. Se fosse como uma empresa ou um banco, relativamente fácil, fazia-se aquilo que o Banco de Moçambique fez ao Nosso Banco: encerrava-se, liquidava. Mas um país não se pode liquidar desta maneira”, revelou o académico. 
Este  diz ainda que este incumprimento pode ser uma forma de acelerar a discussão com os credores (no sentido de encontrar novas modalidades de pagamento mais favoráveis à actual fraca capacidade financeira do Governo). Mas, considera que compromete a imagem do país o suficiente para retardar a recuperação da confiança dos doadores internacionais e a retoma ao crescimento.

Moçambique está mergulhado na lama....... 

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