Barack Obama fez na última quarta-feira o seu último
discurso como Presidente dos Estados Unidos da América
Barack Obama fez, na noite da última quarta-feira, o último discurso
enquanto Presidente dos Estados Unidos da América, perante uma plateia de 18
mil pessoas no McCormick Place, em Chicago.
Obama, que avaliou positivamente o seu mandato, substituiu o “Yes we can” (sim, nós podemos), por “Yes we did” (sim, nós fizemos) e disse
que deixou o país melhor do que encontrou.
Barack Obama reconheceu que apesar do caráter histórico da sua eleição como
primeiro Presidente afro-americano, o racismo continua vivo nos EUA e que há
mais trabalho a fazer para eliminar os preconceitos contra minorias.
Obama disse que "Depois da
minha eleição, falou-se muito de uns Estados Unidos pós-raciais. Essa visão,
ainda que bem-intencionada, nunca foi realista. Porque a raça continua a ser
uma força potente e frequentemente divisiva da nossa sociedade.
Nas questões de política externa, Obama apelou para que os Estados Unidos
mantenham a sua preponderância na ordem mundial: "rivais como a Rússia ou a China não podem superar a nossa
influência no mundo".
Sem nunca mencionar Donald Trump,
Barack Obama, pediu união aos
americanos: "vamos vencer ou falhar
juntos. Todos nós, independentemente do partido, devemos entregarmo-nos à
tarefa de reconstruir às nossas instituições democráticas".
O Público gritou por várias vezes mais quatro anos. No fim, Obama agradeceu
aos americanos por o terem feito um melhor presidente e um "melhor homem" nos últimos oito anos.
Barack Obama deixou ainda um agradecimento especial à mulher, Michelle
Obama: "nos últimos 25 anos não
tens sido apenas minha esposa e mãe das minhas filhas. Tens sido a minha melhor
amiga."

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