terça-feira, 30 de maio de 2017

O lider da Renamo Afonso Dlhakama Reclama a Morosidade nas Negociacoes



 Ha Morosidade nas Negociacoes da Paz em Mocambique
 
Afonso Dhlakama diz que há lentidão nas negociações e na retirada das Forças de Defesa e Segurança da serra de Gorongosa
O líder do segundo maior partido da oposição em Moçambique Afonso Marceta Dhlakama reclama lentidão nas negociações sobre descentralização da administração pública. O líder da Renamo que falava, em teleconferência para os membros e simpatizantes do partido na província de Maputo, revelou que as Forças de Defesa e Segurança ainda não abandonaram a serra da Gorongosa, como havia prometido o Presidente da República, Filipe Nyusi.
“Há lentidão e não é o que eu esperava. Esperava que o trabalho das duas comissões já estivesse terminado e que o documento tivesse dado entrada na Assembleia da República, antes do dia 11 de Maio. Este facto não aconteceu. Mas eu percebo que é normal, porque a Renamo está a democratizar o país, está a exigir que se mudem as leis, mas do outro lado, por natureza, há defesa, há resistência. Estou preocupado com esta lentidão”, Exclareceu o presidente do segundo maior partido em Mocambique Dhlakama.
 “No capítulo das tropas, eu havia combinado com o Presidente e ele há três semanas anunciou que elas iriam se retirar, mas isso até hoje não aconteceu. Mas compreendo, não é nenhuma manobra, não posso acusar o Governo. Mas ele (Presidente da República) continua a dizer que as tropas irão se retirar. Estabelecemos que primeiro iriam sair algumas posições e, pouco a pouco, os outros sairiam também até finais do primeiro semestre do ano. Isto é, até 30 de Junho. Todas as posições militares das FADM e da FIR (actual Unidade de Intervenção Rápida) na região da Gorongosa devem se retirar. A Renamo quer a paz, não desejamos acabar com a Frelimo, não queremos golpear a Frelimo, por isso eu vou falando com o Presidente da República”, revelou o líder da Renamo.
Afonso Dhlakama voltou a fazer o apelo aos membros e simpatizantes do partido para colocarem o passado de lado e perdoarem a Frelimo.
“Meus amigos, vamos esquecer aquilo que a Frelimo nos fez. Para mim, Afonso Dhlakama, a guerra acabou em 1992. O resto que tem acontecido nos últimos anos é provocações do partido Frelimo, do Governo da Frelimo. Mas temos que ter paciência, o país é nosso, devemos fazer tudo por tudo para puxar a Frelimo a aceitar a democracia”, disse Afonso Dhakama.


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