Ha Morosidade nas Negociacoes da Paz em Mocambique
Afonso
Dhlakama diz que há lentidão nas negociações e na retirada das Forças de Defesa
e Segurança da serra de Gorongosa
O líder do
segundo maior partido da oposição em Moçambique Afonso Marceta Dhlakama reclama
lentidão nas negociações sobre descentralização da administração pública. O
líder da Renamo que falava, em teleconferência para os membros e simpatizantes
do partido na província de Maputo, revelou que as Forças de Defesa e Segurança
ainda não abandonaram a serra da Gorongosa, como havia prometido o Presidente
da República, Filipe Nyusi.
“Há
lentidão e não é o que eu esperava. Esperava que o trabalho das duas comissões
já estivesse terminado e que o documento tivesse dado entrada na Assembleia da
República, antes do dia 11 de Maio. Este facto não aconteceu. Mas eu percebo
que é normal, porque a Renamo está a democratizar o país, está a exigir que se
mudem as leis, mas do outro lado, por natureza, há defesa, há resistência.
Estou preocupado com esta lentidão”, Exclareceu o presidente do segundo maior
partido em Mocambique Dhlakama.
“No capítulo das
tropas, eu havia combinado com o Presidente e ele há três semanas anunciou que
elas iriam se retirar, mas isso até hoje não aconteceu. Mas compreendo, não é
nenhuma manobra, não posso acusar o Governo. Mas ele (Presidente da República)
continua a dizer que as tropas irão se retirar. Estabelecemos que primeiro
iriam sair algumas posições e, pouco a pouco, os outros sairiam também até
finais do primeiro semestre do ano. Isto é, até 30 de Junho. Todas as posições
militares das FADM e da FIR (actual Unidade de Intervenção Rápida) na região da
Gorongosa devem se retirar. A Renamo quer a paz, não desejamos acabar com a
Frelimo, não queremos golpear a Frelimo, por isso eu vou falando com o
Presidente da República”, revelou o líder da Renamo.
Afonso
Dhlakama voltou a fazer o apelo aos membros e simpatizantes do partido para
colocarem o passado de lado e perdoarem a Frelimo.
“Meus
amigos, vamos esquecer aquilo que a Frelimo nos fez. Para mim, Afonso Dhlakama,
a guerra acabou em 1992. O resto que tem acontecido nos últimos anos é
provocações do partido Frelimo, do Governo da Frelimo. Mas temos que ter
paciência, o país é nosso, devemos fazer tudo por tudo para puxar a Frelimo a
aceitar a democracia”, disse Afonso Dhakama.

Nenhum comentário:
Postar um comentário