segunda-feira, 29 de maio de 2017

Funcionarios Fantasmas na EDM



 Funcionarios Fantasmas na EDM-Mocambique
 


O novo Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM) está a levar a cabo uma série de reformas institucionais, com vista a melhorar o desempenho operacional e financeiro da empresa.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração desta empresa pública, Mateus Magala, foi no decurso deste trabalho que foram descobertos mais de 300 “trabalhadores fantasmas” que recebiam salários mensalmente e outros benefícios.
Reformas institucionais levadas a cabo pela nova administração da EDM levam à descoberta de 300 funcionários fantasmas
Além desta descoberta, a nova administração diz ter encontrado uma situação de excesso de chefias na instituição. Segundo dados disponibilizados por Magala, a empresa conta com três mil trabalhadores, dos quais 700 ocupam cargos de chefia, o que significa que há um chefe para cada quatro trabalhadores.
Neste contexto, a nova administração viu-se obrigada a rever o seu organigrama funcional, o que permitiu a redução de 700 para 250 cargos de chefia. Este saneamento abrangeu, também, o nível de direcção, onde o número reduziu de 74 para 34 directores.
“Por exemplo, em todas as províncias, temos um director financeiro e um director dos recursos humanos”, explicou Magala, assegurando que “a partir de agora, vamos passar a ter apenas um director para os dois pelouros e as operações passam a ser centralizadas e feitas com recurso às tecnologias de informação e comunicação”, esclareceu.
Nesta perspectiva, a EDM lançou, há dias, um concurso público interno e externo para o recrutamento de quadros que devem preencher as vagas de directores e chefes de serviços previstos no novo organigrama. “Estamos à procura de talentos e, uma vez que não conhecemos ninguém, preferimos lançar o concurso, porque queremos que o processo seja transparente e inclusivo. por isso, apelamos a todos aqueles que reúnem requisitos exigidos pela EDM para que não tenham receio de concorrer às vagas disponíveis”, encorajou Magala. As medidas empreendidas permitiram, segundo a fonte, melhorias na gestão financeira da empresa, sendo que, ainda este mês, será publicado o relatório e contas da empresa, algo que sempre aconteceu com 11 meses de atraso.
As reformas foram feitas, igualmente, ao nível de procurement, uma vez que, segundo Magala, cada província tinha a sua unidade de gestão de aquisições, “mas agora passa a ter dois comités, um para serviços e outro para a área técnica”.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

EM DESTAQUE

CRISE ECONÓMICA ENCERRA MAIS DE 141 EMPRESAS EM MANICA

– A crise que se faz sentir no país já criou danos irreparáveis as empresas tanto privadas assim como públicas. Só em Manica no cent...