Funcionarios Fantasmas na EDM-Mocambique
O novo Conselho de Administração
da Electricidade de Moçambique (EDM) está a levar a cabo uma série de reformas
institucionais, com vista a melhorar o desempenho operacional e financeiro da
empresa.
Segundo o Presidente do Conselho
de Administração desta empresa pública, Mateus Magala, foi no decurso deste
trabalho que foram descobertos mais de 300 “trabalhadores fantasmas” que
recebiam salários mensalmente e outros benefícios.
Reformas institucionais levadas a
cabo pela nova administração da EDM levam à descoberta de 300 funcionários
fantasmas
Além desta descoberta, a nova
administração diz ter encontrado uma situação de excesso de chefias na instituição.
Segundo dados disponibilizados por Magala, a empresa conta com três mil
trabalhadores, dos quais 700 ocupam cargos de chefia, o que significa que há um
chefe para cada quatro trabalhadores.
Neste contexto, a nova
administração viu-se obrigada a rever o seu organigrama funcional, o que
permitiu a redução de 700 para 250 cargos de chefia. Este saneamento abrangeu,
também, o nível de direcção, onde o número reduziu de 74 para 34 directores.
“Por exemplo, em todas as
províncias, temos um director financeiro e um director dos recursos humanos”,
explicou Magala, assegurando que “a partir de agora, vamos passar a ter apenas
um director para os dois pelouros e as operações passam a ser centralizadas e
feitas com recurso às tecnologias de informação e comunicação”, esclareceu.
Nesta perspectiva, a EDM lançou,
há dias, um concurso público interno e externo para o recrutamento de quadros
que devem preencher as vagas de directores e chefes de serviços previstos no
novo organigrama. “Estamos à procura de talentos e, uma vez que não conhecemos
ninguém, preferimos lançar o concurso, porque queremos que o processo seja
transparente e inclusivo. por isso, apelamos a todos aqueles que reúnem
requisitos exigidos pela EDM para que não tenham receio de concorrer às vagas
disponíveis”, encorajou Magala. As medidas empreendidas permitiram, segundo a
fonte, melhorias na gestão financeira da empresa, sendo que, ainda este mês,
será publicado o relatório e contas da empresa, algo que sempre aconteceu com
11 meses de atraso.
As reformas foram feitas,
igualmente, ao nível de procurement, uma vez que, segundo Magala, cada
província tinha a sua unidade de gestão de aquisições, “mas agora passa a ter
dois comités, um para serviços e outro para a área técnica”.

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