FMI efectua
uma visita de 12 dias a Moçambique
O Fundo Monetário Internacional (FMI) inicia hoje uma visita de 12 dias a
Moçambique para iniciar o diálogo sobre um novo modelo de ajuda. Sabe-se que equipa
do FMI será liderada pelo chefe de missão do FMI para Moçambique por Michel Lazare, e as conversações irão proceder
até ao primeiro trimestre do ano 2017. É de lembrar que uma missão técnica do
FMI esteve em Moçambique com o intuito de avaliar o impacto das dividas ocultas
de Moçambique que teve como resultados positivos segundo declarou o chefe da
equipe Michael Lazare
Sabe-se que o Governo de Moçambique assumiu, incapacidade financeira para
pagar as próximas prestações dos seus encargos com os credores a 25 de Outubro
do ano em curso, defendendo uma reestruturação dos pagamentos e uma nova ajuda
financeira do FMI, porém o pedido de reorganização dizia respeito aos encargos
da (Ematum), dai que credores
consideraram, porém, que não estavam em condições de aceitar o pedido de
reestruturação, pelo menos até ao fim de uma auditoria internacional
independente às dívidas escondidas, já em curso e com um prazo de 90 dias. De salientar
que uma das empresas beneficiadas pelos empréstimos obscuros e que já vinha tendo
conversações já há sete meses das quais tinham como principal destaque os
encargos em títulos da dívida moçambicana, no valor de 727 milhões de dólares. Por
conseguinte, os doadores do Orçamento do Estado e o FMI suspenderam a ajuda a
Moçambique em Abril do ano corrente, no que diz respeito a divulgação de
empréstimos ocultos com garantia do Estado moçambicano, no intervalo de 2013 e
2014, numa quantia de mais de 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de
euros), e que se acumularam aos encargos já conhecidos da Empresa Moçambicana
de Atum (Ematum).
Sabe-se que recentemente, o Ministério da Economia e Finanças insistiu que não possui dinheiro
para pagar as s prestações subsequentes, não só da Ematum, como das outras
empresas beneficiadas pelos empréstimos ocultos, MAM (Mozambique Asset
Management) e Proindicus, e cujas dívidas totais ascendem a mais de dois
mil milhões de dólares.
David Owen director adjunto
do FMI para África, esteve a 14 de Novembro em Maputo e felicitou as medidas
correctas que o Governo terá tomado recentemente em coordenação com as dívidas
escondidas.
Apesar dos aplausos do FMI às medidas tomadas pelo
Governo moçambicano, a renegociação da ajuda a Moçambique está condicionado
pelas regras do Fundo Monetário Internacional, que impedem ajuda financeira a
um país, com dívida em esforço.

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