Morreu sexta-feira, aos 90 anos de idade, o líder
internacionalista cubano Fidel Castro.
O povo cubano acordou em luto devido a perda do seu líder
Fidel Castro conhecido como homem de convicções incontornáveis. O ex
lider cubano deixa o mundo com lição de persistência nos ideais de promoção de
justiça social. É de salientar que esta figura foi por alguns amada e por
outras odiada por este ser incontornável nas suas ideias e decisões, Fidel
morre deixando a sua marca destacando-se
hoje como figura irreversível na História Contemporânea. O ex Líder cubano desde o processo revolucionário de
1959, “El Comandante”, como era carinhosamente tratado, foi arauto de um dos
mais sólidos, robustos e eficazes sistemas de saúde no mundo inteiro. A morte
de Fidel Castro motivou palavras de condolências em todo o mundo, mas também
gritos de alegria, uma prova de que o líder histórico de Cuba foi uma das
personalidades das mais controversas do século XX.
O Conselho de Estado cubano decretou nove dias de luto
nacional e anunciou que as cerimónias fúnebres vão realizar-se a 04 de Dezembro
, em Santiago de Cuba, no sul do país. De hoje até esse dia, "todas as
actividades e espectáculos públicos" serão interrompidos.
A notícia da morte de Fidel Castro
tem despertado reacções políticas em todo o mundo, em particular na região da
América Latina, onde o presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou sentir uma
"profunda dor" pela morte de "um gigante da História da
Humanidade". Por sua vez o Presidente do México, Enrique Peña Nieto,
lamentou a morte de Fidel Castro, o qual é classificado como uma "referência emblemática do século
XX", enquanto o chefe de Estado do Equador qualificou hoje o histórico
líder cubano como "um grande". O homólogo venezuelano, Nicolás
Maduro, afirmou que cabe agora a todos os revolucionários do mundo
"seguirem o seu caminho", o comandante das FARC-EP, Ivan Marquez, nao
ficou de traz pois ele afirmou que Fidel
é "o revolucionário mais admirável do século XX" e acrescentou que o
recente Acordo de Paz na Colômbia é uma "homenagem" ao líder
histórico da Revolução Cubana.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou os
avanços registados em Cuba durante o governo de Fidel Castro e fez votos para
que a ilha "continue a avançar no caminho das reformas e em direcção a uma
maior prosperidade" disse SG da ONU.
Na Europa, o presidente do Parlamento Europeu, Martin
Schulz, afirmou que a "União Europeia está com o povo cubano olhando para
o futuro". O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a
Casa Branca estende a "mão da amizade" ao povo cubano depois da morte
de Fidel de Castro. O papa Francisco manifestou pesar pela morte do líder
cubano Fidel Castro e, num telegrama dirigido ao seu irmão Raúl, que o sucedeu
na presidência de Cuba, disse que vai rezar pelo seu descanso. A Rússia, que foi o maior aliado da revolução
Cubana, sobretudo antes do colapso da União Soviética, vieram declarações do
antigo líder soviético Mikhail Gorbachev, que saudou o imbondeiro socialista
cubano. Vladimir Putin presidente da Russia reagiu à morte de Fidel, que
considerou um "elemento influente da comunidade internacional" que
serviu de "exemplo inspirador para muitos povos e países". Na China, cujas
relações com Cuba se intensificaram na sequência do colapso da União Soviética,
o chefe de Estado, Xi Jinping, declarou que Fidel Castro "viverá
eternamente". Jinping declarou em mensagem que Fidel Castro "viverá
eternamente". François Hollande presidente francês defendeu que o embargo
que penaliza Cuba deve ser levantado definitivamente. O primeiro-ministro
indiano, Narendra Modi, enviou as suas "mais profundas condolências"
à Cuba e disse que "a Índia chora a perda de um grande amigo".
Os espanhois não ficaram por fora, atravez do seu o
primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao referir que o líder histórico cubano foi como "uma figura de
importância histórica".
Em Portugal, a morte de Fidel mereceu reacções do
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que recordou o encontro que
manteve há um mês com o líder cubano durante uma visita a Cuba. O Presidente
Sul-aficano, Jacob Zuma, enviou uma mensagem de condolências ao governo e ao
povo de Cuba, lembrando o papel do 'Comandante' na luta contra o 'apartheid'.
O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos
Fonseca, lembrou hoje Fidel Castro como o "líder carismático" de uma
das "revoluções mais importantes do século XX". O primeiro-ministro
grego, Alexis Tsipras, despediu-se de Fidel Castro, lembrando-o como um
"líder histórico da esquerda mundial" e garante "da dignidade e da independência
do seu povo". O primeiro-ministro belga, Charles Michel, e o holandês,
Mark Rutte, assinalaram hoje a importância da figura do líder cubano Fidel
Castro na história do século XX, mas não deixaram de referir o défice de
direitos humanos enquanto esteve no poder. Citado pela agência AFP, Barack
Obama referiu também que enquanto presidente "trabalhou arduamente"
para abrir um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e Cuba.
Em Miami, nos EUA,
onde vivem milhares de exilados cubanos que fugiram ao regime comunista da
ilha, ouviram-se hoje gritos de "Cuba livre" e "Liberdade"
e eram visíveis bandeiras e sinais de satisfação, como buzinas, bater de tachos
ou música alta. Ramón Saúl Sánchez, líder do Movimento Democracia para Cuba
(MDC), no exílio, lamentou que a morte de um "tirano" não signifique
"a liberdade do povo de Cuba".
A comissária de Comércio da União Europeia (UE), Cecília
Malmström, afirmou que o ex-Presidente de Cuba, Fidel Castro era um
"ditador" e afirmou-se surpreendida pelas homenagens que lhe têm sido
prestadas. Ramón Saúl Sánchez, líder do Movimento Democracia para Cuba (MDC),
no exílio, lamentou que a morte de um "tirano" não signifique "a
liberdade do povo de Cuba", sentimento partilhado pela dirigente e
activista cubana Sylvia Iriondo, exiliada em Miami, desde 1960. Sylvia
assegurou que o regime de Cuba ficará debilitado com a morte de Fidel de
Castro, alertando para a possibilidade de uma maior repressão na ilha.
Moçambique,
em parceria com o saudoso Presidente Samora Machel, Fidel Castro, com o seu país
cubano, ajudou a construir o Sistema Nacional de Saúde (SNS), e por conseguinte
hoje, médicos cubanos e moçambicanos trabalham lado a lado em vários hospitais
moçambicanos. Caso para dizer que na Educação e na Saúde encontramos o grande
legado de Fidel Castro, domínios nos quais se assumiu como figura carismática
internacional e exprimiu em tom alto a solidariedade cubana no mundo.
O grande apetrechamento na área de Saúde ganhou notável
expressão graças ao enorme investimento no sector de Educação, onde o nosso
país igualmente beneficiou da experiência cubana enviando centenas de
estudantes a Cuba em 1977, dois anos após a conquista da Independência
Nacional. Centenas de moçambicanos que hoje fazem parte do corpo médico
formaram-se em Cuba, sobretudo, em Medicina e outras Ciências de Saúde.

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