domingo, 27 de novembro de 2016

Cuba em Luto


Morreu sexta-feira, aos 90 anos de idade, o líder internacionalista cubano Fidel Castro.

O povo cubano acordou em luto devido a perda do seu líder Fidel Castro conhecido como homem de convicções incontornáveis. O ex lider cubano deixa o mundo com lição de persistência nos ideais de promoção de justiça social. É de salientar que esta figura foi por alguns amada e por outras odiada por este ser incontornável nas suas ideias e decisões, Fidel morre deixando a sua marca  destacando-se hoje como figura irreversível na História Contemporânea. O ex Líder  cubano desde o processo revolucionário de 1959, “El Comandante”, como era carinhosamente tratado, foi arauto de um dos mais sólidos, robustos e eficazes sistemas de saúde no mundo inteiro. A morte de Fidel Castro motivou palavras de condolências em todo o mundo, mas também gritos de alegria, uma prova de que o líder histórico de Cuba foi uma das personalidades das mais controversas do século XX.
O Conselho de Estado cubano decretou nove dias de luto nacional e anunciou que as cerimónias fúnebres vão realizar-se a 04 de Dezembro , em Santiago de Cuba, no sul do país. De hoje até esse dia, "todas as actividades e espectáculos públicos" serão interrompidos.
 A notícia da  morte de Fidel Castro tem despertado reacções políticas em todo o mundo, em particular na região da América Latina, onde o presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou sentir uma "profunda dor" pela morte de "um gigante da História da Humanidade". Por sua vez o Presidente do México, Enrique Peña Nieto, lamentou a morte de Fidel Castro, o qual é classificado como  uma "referência emblemática do século XX", enquanto o chefe de Estado do Equador qualificou hoje o histórico líder cubano como "um grande". O homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que cabe agora a todos os revolucionários do mundo "seguirem o seu caminho", o  comandante das FARC-EP, Ivan Marquez, nao ficou de traz pois ele  afirmou que Fidel é "o revolucionário mais admirável do século XX" e acrescentou que o recente Acordo de Paz na Colômbia é uma "homenagem" ao líder histórico da Revolução Cubana.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou os avanços registados em Cuba durante o governo de Fidel Castro e fez votos para que a ilha "continue a avançar no caminho das reformas e em direcção a uma maior prosperidade" disse SG da ONU.
Na Europa, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou que a "União Europeia está com o povo cubano olhando para o futuro". O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a Casa Branca estende a "mão da amizade" ao povo cubano depois da morte de Fidel de Castro. O papa Francisco manifestou pesar pela morte do líder cubano Fidel Castro e, num telegrama dirigido ao seu irmão Raúl, que o sucedeu na presidência de Cuba, disse que vai rezar pelo seu descanso. A  Rússia, que foi o maior aliado da revolução Cubana, sobretudo antes do colapso da União Soviética, vieram declarações do antigo líder soviético Mikhail Gorbachev, que saudou o imbondeiro socialista cubano. Vladimir Putin presidente da Russia reagiu à morte de Fidel, que considerou um "elemento influente da comunidade internacional" que serviu de "exemplo inspirador para muitos povos e países". Na China, cujas relações com Cuba se intensificaram na sequência do colapso da União Soviética, o chefe de Estado, Xi Jinping, declarou que Fidel Castro "viverá eternamente". Jinping declarou em mensagem que Fidel Castro "viverá eternamente". François Hollande presidente francês defendeu que o embargo que penaliza Cuba deve ser levantado definitivamente. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enviou as suas "mais profundas condolências" à Cuba e disse que "a Índia chora a perda de um grande amigo".
Os espanhois não ficaram por fora, atravez do seu o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao referir que  o líder histórico  cubano foi como "uma figura de importância histórica".
Em Portugal, a morte de Fidel mereceu reacções do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que recordou o encontro que manteve há um mês com o líder cubano durante uma visita a Cuba. O Presidente Sul-aficano, Jacob Zuma, enviou uma mensagem de condolências ao governo e ao povo de Cuba, lembrando o papel do 'Comandante' na luta contra o 'apartheid'.
O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, lembrou hoje Fidel Castro como o "líder carismático" de uma das "revoluções mais importantes do século XX". O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, despediu-se de Fidel Castro, lembrando-o como um "líder histórico da esquerda mundial" e  garante "da dignidade e da independência do seu povo". O primeiro-ministro belga, Charles Michel, e o holandês, Mark Rutte, assinalaram hoje a importância da figura do líder cubano Fidel Castro na história do século XX, mas não deixaram de referir o défice de direitos humanos enquanto esteve no poder. Citado pela agência AFP, Barack Obama referiu também que enquanto presidente "trabalhou arduamente" para abrir um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e Cuba.
Em  Miami, nos EUA, onde vivem milhares de exilados cubanos que fugiram ao regime comunista da ilha, ouviram-se hoje gritos de "Cuba livre" e "Liberdade" e eram visíveis bandeiras e sinais de satisfação, como buzinas, bater de tachos ou música alta. Ramón Saúl Sánchez, líder do Movimento Democracia para Cuba (MDC), no exílio, lamentou que a morte de um "tirano" não signifique "a liberdade do povo de Cuba".
A comissária de Comércio da União Europeia (UE), Cecília Malmström, afirmou que o ex-Presidente de Cuba, Fidel Castro era um "ditador" e afirmou-se surpreendida pelas homenagens que lhe têm sido prestadas. Ramón Saúl Sánchez, líder do Movimento Democracia para Cuba (MDC), no exílio, lamentou que a morte de um "tirano" não signifique "a liberdade do povo de Cuba", sentimento partilhado pela dirigente e activista cubana Sylvia Iriondo, exiliada em Miami, desde 1960. Sylvia assegurou que o regime de Cuba ficará debilitado com a morte de Fidel de Castro, alertando para a possibilidade de uma maior repressão na ilha.
 Moçambique, em parceria com o saudoso Presidente Samora Machel, Fidel Castro, com o seu país cubano, ajudou a construir o Sistema Nacional de Saúde (SNS), e por conseguinte hoje, médicos cubanos e moçambicanos trabalham lado a lado em vários hospitais moçambicanos. Caso para dizer que na Educação e na Saúde encontramos o grande legado de Fidel Castro, domínios nos quais se assumiu como figura carismática internacional e exprimiu em tom alto a solidariedade cubana no mundo.

O grande apetrechamento na área de Saúde ganhou notável expressão graças ao enorme investimento no sector de Educação, onde o nosso país igualmente beneficiou da experiência cubana enviando centenas de estudantes a Cuba em 1977, dois anos após a conquista da Independência Nacional. Centenas de moçambicanos que hoje fazem parte do corpo médico formaram-se em Cuba, sobretudo, em Medicina e outras Ciências de Saúde.

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