A empresa GALP assegura o Investimento no Projecto de Gás em Moçambique.
Este
posicionamento surge depois de vários investidores da área 4 no projecto de gás
natural da bacia do Rovuma terem aprovado os seus investimentos individuais,
incluindo a Galp, empresa portuguesa, e a estatal Empresa Nacional de
Hidrocarbonetos (ENH). A decisão final de investimento no projecto de gás natural
da área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, será aprovada dentro de algumas
semanas ou dias, assegura o presidente da comissão executiva da Galp. Carlos
Gomes da Silva diz que a engenharia e a capacidade de execução é que estão a
condicionar a decisão.
Carlos
Gomes da Silva falava, ontem, após a assinatura de um memorando de
entendimento, onde a Galp Energia comprometeu-se a disponibilizar 40 milhões de
meticais para financiar a electrificação rural, numa parceria com o Fundo de
Energia. O projecto abarca, numa primeira fase, as províncias de Maputo,
Sofala, Manica e Cabo Delgado. O memorando de entendimento firmado esta
terça-feira foi presenciado pela ministra dos Recursos Minerais e Energia,
Letícia Klemens.
“Diria que estamos já,
praticamente, na fase final da tomada de decisão. Eu diria semanas ou dias para
a tomada dessa decisão. Portanto, penso que é o momento em que Moçambique e
todos os parceiros que têm vindo a desenvolver esse projecto terão a oportunidade
de começar um novo estágio que vai tomar tempo. É preciso tempo para que a
execução seja feita”, assegurou Carlos Gomes da Silva.
Carlos
Gomes da Silva vai mais fundo ao afirmar que, este ano, a primeira pedra de
construção da infra-estrutura do projecto poderá ser lançada. “A resposta é
sim, definitivamente. Nenhum projecto tem dificuldade de avançar se for de boa
qualidade. Nunca é o financiamento que determina, mas é preciso haver condições
de contexto exequíveis”, disse o PCE da Galp.
Quanto
ao destino do gás que deverá ser explorado na bacia do Rovuma, norte do país, o
PCE da Galp diz que, numa primeira fase, terá de ser o mercado internacional.
“Nesta primeira fase, este gás será para comercializar nos mercados
internacionais. Haverá, depois, uma segunda fase do projecto, que é mais
estrutural e vai acontecer dentro de um ano a um ano e meio, sendo que a sua
tomada de decisão levará a que ganhe uma outra dimensão e, com isso, seja
possível do ponto de vista de estruturação do projecto que haja não só a
disponibilização de gás natural para o consumo em Moçambique”, disse.
“A empresa Galp fará um investimento de cerca
de 40 milhões de meticais que vai permitir que se associem as cerca de 234
vilas que o Fundo de Energia (FUNAE) desenvolveu ao longo do tempo, cerca de
700 escolas e 600 centros de saúde, respondendo àquilo que é a ansiedade
daquelas comunidades rurais sob o ponto de vista de utilização dos serviços de
energia”, disse o PCA do FUNAE.

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