Finalistas
universitários dizem Ordem dos Médicos falhou no acompanhamento dos estudantes
reprovados nos testes para o exercício da medicina
Foi no
passado dia 09 de Maio, que a Ordem dos Médicos de Moçambique divulgou os
resultados do exame de certificação para medicina geral e dentária, nos quais,
de um total de 175 candidatos avaliados em medicina geral, quase metade
reprovou. Ontem, três semanas depois, a associação que congrega os estudantes
universitários finalistas disse que trabalhou com os reprovados e uma
universidade, tendo concluído que a Ordem dos Médicos não desempenhou bem o seu
papel. De acordo com a alínea a) do artigo nove do Estatuto Geral da Ordem dos
Médicos, no capítulo dos requisitos para o exercício na medicina em Moçambique,
só podem se escrever a este organismo e consequentemente ser médicos: “os moçambicanos licenciados em Medicina ou licenciados em
Medicina Dentária, por escola superior moçambicana” e o mesmo se aplica
aos graduados moçambicanos em medicina, formados em escolas superiores
estrangeiras.
Os
finalistas universitários dizem, mesmo, que a Ordem falhou no acompanhamento
dos estudantes reprovados nos testes para o exercício da medicina e que os
exames estavam desajustados.
Segundo citam
as palavras do presidente da Associação dos Estudantes Finalistas
Universitários de Moçambique Osvaldo Mauaie “Há um
processo que a Ordem devia ter acompanhado e isto não foi possível e só
apareceu na fase final da avaliação desses colegas, reprovando-os sem
considerar muitos elementos do processo de formação deste grupo”. A
agremiação, que junta cerca de sete mil finalistas e recém-graduados, entende
ainda que houve falta de coordenação entre as instituições de formação e a
Ordem.
“Entendemos
que esse desajustamento ou falta de coordenação entre as instituições é que
está a trazer este grande problema, que se a Ordem dos Médicos e outras
instituições com responsabilidade de avaliar estivessem dentro do processo a
acompanhar não teríamos tido uma situação dessa natureza”. A
associação diz que vai aproximar-se ao ministério que tutela o Ensino Superior
para pedir esclarecimentos sobre o desfecho da situação. Graduados não podem
exercer medicina sem aprovação da ordem

Nenhum comentário:
Postar um comentário