Reacção do PCA das
empresas das dívidas diz que “caldo foi entornado” pela mediatização
António Agostinho do Rosário PCA da ProIndicus, MAM e Ematum reage ao caso
da dividas das empresas e diz que caldo foi entornado este explica que contra a
vontade do proponente moçambicano, o financiador das operações, o Credit Suisse, decidiu lançar uma
operação aberta e pública de emissão de títulos no mercado de capitais via
online, apartir daí, sentenciou o gestor, “o caldo já estava entornado, o que
conseguimos fazer foi gerir as coisas”.
Das analises as quais chegamos a quando da leitura desta nota de informação
é a de que as “dívidas ocultas” foram negociadas para serem mesmo ocultas. O PCA
explicou ainda que explicou que, Rosário revelou que estava claro para o
credor, desde o início, que não era conveniente partilhar publicamente a
informação. Uma das consequências da divulgação dos empréstimos, segundo o PCA,
foi a guerra aberta entre os empreiteiros navais, por alguns terem sido
preteridos em benefício de concorrentes, vai mais avante ao dizer o que assamos
a citar:
“Não
podíamos dizer”
“É claro que, para nós, não podíamos vir dizer, nem para os bancos nem para
quem quer que fosse, que a pesca não era a parte principal. não era para nós o
objectivo inicial, é complementar, aumentar e reforçar aquilo que nós queríamos,
que não conseguimos via Pro Indicus. Foi preciso criar uma outra empresa do
zero, sem passivo nenhum, mas com um estudo de viabilidade próprio e que nós
conseguíssemos convencer os bancos. E conseguimos! Foi a primeira operação de
emissão de títulos na República de Moçambique no mercado de capitais, em
Setembro de 2013”.
A mediatização trouxe problemas: “primeiro, entre os bancos, porque
escolhemos o Credit Suisse em detrimento de outros; em segundo, a guerra entre
empreiteiros, porque antes de escolhermos a quem escolhemos, andamos por muitos
países à procura de quem tinha capacidade, pelo que, no fim, os outros queriam
saber por que foram preteridos; por último, a querela pela partilha e controlo
do canal de Moçambique e do Oceano Índico disse António do Rosário
Parlamento desviou foco da
Ematum
António do Rosário quando reage a este caso diz o que passamos a citar:“A
Ematum surge com o objectivo duplo: um é parte integrante do Sistema Integrado
de Monitoria e Protecção da Zona Económica Exclusiva em Moçambique, tem esta
componente e tem equipamento para o efeito, e tem a parte da pesca. O estudo de
viabilidade em relação à parte da pesca está correcto, os números é esses. Mas
não era só a pesca... a pesca não era a actividade principal do projecto
Ematum. Mas quando a Assembleia da República decide que a Ematum tem de separar
a parte não comercial (da dívida) e entregar ao Estado, aí a Ematum tem que se
reinventar. O objectivo da empresa moçambicana de atum, segundo o nome diz, e
segundo o que os estatutos dizem, é pescar. A parte da fiscalização, pela sua natureza
estratégica, não convinha que fosse aberta a todos, que fosse explícita Se hoje
que já temos as coisas, temos o barulho que temos, imagine na altura em que
essas pessoas e instituições e países que fazem barulho soubessem que tem a
possibilidade de impedir. Como é que teria sido? Esquecemos que há aqueles que
quando nós dizemos que queremos fazer isto, sentem-se acossados, porque perdem
mercado...este avança mais fundo ao dizer “Primeiro fazer, depois explicar”
Primeiro, é fazer e, depois, vir a terreiro explicar como é que fizemos. Aí
pelo menos não há como impedir. Parece que resultou. Agora, o que se pode fazer
é talvez (nos) responsabilizar por termos feito como fizemos. Mas fizemos de
forma deliberada, tínhamos um objectivo de servir o Estado. E
conseguimos”.

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