quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PROPOSTAS DO GOVERNO PARA PROXIMO ANO


O Governo reitera que a retomada à estabilidade económica inicia em 2017

Carlos Agostinho do Rosário e Adriano Maleiane Primeiro-ministro e ministro das finanças respectivamente estão convencidos de que as perspectivas para 2017 aguçam para uma recuperação da actividade económica como resultado do esforço para a superação dos desafios pela conjuntura interna e externa, que retraíram as previsões de crescimento de 4.5% para 3.9%.
O Governo compromete-se a fazer de tudo para que a economia cresça em 5,5%; a inflação (nível geral de preços) seja controlada no sentido de não exceder os 15.5%; as exportações atinjam 3.5 biliões de dólares, um crescimento de 7.7%; reduzir o défice da conta de transacções correntes de 42% do Produto Interno Bruto (PIB – valor de todos os bens e serviços produzidos em Moçambique) para 34% incluindo os grandes projectos; as Reservas Internacionais Líquidas (moeda externa disponível na economia) devem manter saldos suficientes de importação de bens e serviços.
O Governo reitera que o ano 2017 vem com algumas prioridades dentre as quais se destacam a educação patriótica da população através da comemoração de datas históricas; recenseamento militar obrigatório a 195 mil jovens; prosseguir com o processo de reafirmação de 396 quilómetros de fronteira terrestre com a Zâmbia, mapeamento de 400 quilómetros com o Malawi e 150 quilómetros com a África do Sul; realizar fases distritais e provinciais dos jogos tradicionais envolvendo 3 mil praticantes em todo o país. No que tange a educação no pais, o governo tem como objectivo uma formação com qualidade, alargar a rede escolar para alcançar a taxa líquida de escolarização no ensino primário de 86.5%, contratar 8 300 professores para o ensino geral e técnico-profissional reduzindo assim o rácio professor-aluno (quantidade de alunos por cada professor) dos actuais 62 para 60, matricular cerca de 7 milhões de alunos no ensino geral, 85 mil no ensino técnico-profissional e 199 mil no ensino superior; adquirir cerca de 60 mil carteiras escolares para o ensino geral, distribuir 14 milhões de livros para o ensino primário, expandir o ensino à distância abrangendo 38 mil alunos.
Já no sector da saúde, este vai apostar na melhoria dos serviços através de afectação de pessoal técnico qualificado, estando prevista a contratação de 2 000 profissionais, sendo cerca de 500 de nível superior na sua maioria médicos, e 1 500 de nível médio; expandir de 83% (em 2015) para 90% a cobertura de vacinações completas a crianças menores de um ano; aumentar a cobertura a partos institucionais para 76%; aumentar de 89 para 310 as unidades sanitárias que oferecem atendimento especializado e prioritário a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.
No sector da agua potável para o consumo o Governo prevê uma Construção e reabilitação de 38 sistemas de fornecimento de água nas zonas rurais, cidades e vilas, beneficiando a cerca de 600 mil pessoas e serão feiras 10 mil novas ligações domiciliárias ao longo do país.
Na urbanização, o Governo vai demarcar 1 400 talhões em todas as províncias e serão construídas 1 264 casas nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Maputo Cidade, no quadro do fomento à habitação sobretudo para a juventude.
No sector do transportes, o governo compromete-se a prestar assistência aos grupos mais vulneráveis, cuja meta é de 548 mil pessoas das quais 372 mil assistidas pelo Programa de Subsídio Social Básico, 47 mil pelo programa de Apoio Social Directo, 122 mil através do Programa de Acção Social Produtiva e 7 mil pela Assistência Social.
No que se refere a protecção social, o Governo intensificar-se na promoção de emprego, produtividade e competitividade.
Desta feita, o Governo pretende neste sentido de gerar cerca de 282 mil empregos nos diversos sectores de actividade, dos quais cerca de 49 mil através de iniciativas públicas que incluem programas de combate a pobreza e geração de rendimentos no campo e na cidade. 191 mil empregos serão criados pelo sector privado e 29 mil no exterior. O Governo pretende ainda nesta mesma perspectiva a contratação de 390 extensionistas agrários para assistir cerca de 694 mil produtores, financiar 42 Pequenas e Médias Empresas e 250 novas iniciativas de geração de rendimento de jovens e conceder créditos formais para 711 projectos de pesca e aquacultura.
No sector da promoção de ambiente macroeconómico e equilibrado sustentável, o Governo propõe a reabilitação de cerca de 300 quilómetros de estrada, sendo 175 quilómetros de estradas nacionais, 125 quilómetros de estradas regionais, asfaltar 210 quilómetros. Construção e reabilitação de 42 pontes.
No que diz respeito ao sector do desenvolvimento de infra-estruturas económicas e sociais, o Governo promete primar pela prudência na gestão das finanças públicas e pela melhoria do ambiente de negócios para a recuperação gradual da dinâmica da actividade económica, o estímulo à produção dos diversos sectores e a manutenção da estabilidade do sistema financeiro nacional. Assim, para 2017, o governo propor-se em aprovar 375 projectos de investimento e monitorar outros 240; promover linhas de financiamento especial para a actividade económica no vale do Zambeze, sem deixar de fora um dos sectores mais importantes que é o sector da energia, neste sector o Governo pretende electrificar quatro sedes distritais, três na Zambézia e um em Tete; electrificar quatro postos administrativos em Cabo Delgado, Nampula e Manica; electrificar vilas fronteiriças de Milange na Zambézia e Espungabera em Manica; efectuar 100 mil novas ligações domiciliárias; construir e reforçar mais de mil novas 1 129 quilómetros de linhas de energia eléctrica.





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