Corrupção nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)
Carlos Mesquita ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique afirmou
perante a imprensa ontem 07 de Dezembro que o caso de corrupção LAM- Embraer
está já nas mãos da (PGR), Procuradoria-Geral da República mais ou seja no
Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC)., ainda perante este caso, o
ministro disse a nossa redacção o que passamos a citar:
“Neste momento, o assunto está a seguir os seus trâmites. Houve o anúncio
que foi feito pelas redes sociais, mas este caso sob ponto de vista da Embraer
aqui em Moçambique está a cargo do Gabinete Anticorrupção. Portanto, esperemos
que eles analisem e depois vão dizer a decisão final” afirmou isso em reacção ao documento publicado pelo Ministério
Público Federal do Brasil ao denunciar nomes de personalidades moçambicanas,
que estão aglomerados num esquema de pagamentos ilegais pela empresa brasileira
Embraer no processo de compra de dois aviões, pelas Linhas Aéreas de Moçambique
(LAM), este documento junta-se ao outro também publicado pela justiça
norte-americana, que relatava uma investigação sobre pagamentos ilegais feitos
pela empresa de fabrico de aviões brasileira, Embraer, a executivos de
companhias de Moçambique, República Dominicana e Arábia Saudita e Índia.
Sabe-se que este documento relata casos de corrupção na venda das aeronaves
da embraer para as linhas aéreas de Moçambique LAM, é de salientar que a
Embraer vendeu dois aviões ao valor de 32 milhões de dólares cada aviões estes
estimados em cerca de 50 a 80 mil dólares de comissão a executivos da LAM. O embolso
da comissão, estava a ser negociado por Mateus
Zimba, que na altura da compra das aeronaves ocupava o cargo de director da Sasol Moçambique, e que
se colocou como consultor, nove meses depois do acordo de venda das aeronaves à
LAM ter sido assinado, sabe-se que neste caso, as comissões propostas pela
Embraer foram rejeitadas segundo explica o documento e o negócio das aeronaves
foi feito por José Veigas o então PCA da LAM
e pelo Luiz Fuchs da Embraer.
Teodoro Waty afirma que . “Os jornais não são um tribunal, não tenho
provas de que o que se diz é verdade. Confio no meu antecessor. Enquanto estive
lá, não vi indícios do que foi noticiado. O melhor é aguardar que ele se
pronuncie e sejam apresentadas provas” cabe à justiça esclarecer o caso.
A operação da compra das aeronaves como já havíamos referido noutra matéria
publicada neste blogg que, o preço de cada aeronave subiu de 32 milhões de
dólares para 32 milhões e 690 mil dólares, para não responsabilizar os lucros
da Embraer e abonar a comissão de 800 mil dólares, para o efeito, Mateus
Zimba criou a empresa Xihivele,
Consultoria e Serviços, Limitada. Esta empresa foi criada em São Tomé e
Príncipe e assinou um contrato de representação comercial para venda de duas
aeronaves E-190, apenas para a LAM, e o contrato dizia que a promoção de vendas
havia iniciado em Março de 2008.
A ordem de pagamento foi através da emissão de facturas para a Embraer no
valor de 400 mil dólares cada tendo sido uma delas paga através de
transferência de uma conta do Citibank nos Estados Unidos da
América, para o banco internacional de São Tomé e Príncipe, para crédito numa
conta na caixa geral de depósitos em Portugal e outra paga directamente em
Portugal.

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