domingo, 27 de novembro de 2016

Manifestações na Corea



Sul-coreanos pedem saída da Presidente numa manifestação que juntou um milhão de pessoas 
Estes  são os maiores protestos ja mais vistos na Coreia do Sul desde as manifestações pró-democracia da década de 1980.
O povo da Coreia do Sul  se manifesta pelo quinto final de semana consecutivo pedindo a saída urgente da presidente Park Geun-hye depois desta ter se envolvida num caso de alegado tráfico de influências, e os números, mesmo considerando os da polícia, mais modestos, confirmam que se tratou da maior mobilização destas semanas.
Perto de  270 mil e 1,5 milhões de pessoas pediram, ontem, a demissão da Presidente da Coreia do Sul nas ruas da capital Seul, segundo a polícia e os organizadores dos protestos, que contam os participantes de forma diferente. Estes manifestantes usam de quase todas as formas de manifesto incluindo as redes sociais. No Sábado de manhã, a polícia da Coreia do Sul anunciou ter destacado 25 mil agentes devido aos protestos convocados para a tarde e noite.
A indignação não tardou chegar, incluindo de membros do próprio partido da Presidente não ficaram de fora e os mesmos tem por base a ideia de que a presidente foi usasda durante o seu mandato por uma amiga, Choi Soon-sil, acusada num escândalo de corrupção e tráfico de influências.
A Procuradoria da Coreia do Sul revelou que a Presidente teve um papel "considerável" no escândalo e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que a presidente cooperou com a amiga e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações. Na quinta-feira, a principal força da oposição da Coreia do Sul, o Partido Democrático, anunciou que vai apresentar, no início de Dezembro, uma moção parlamentar para accionar o processo de destituição de Park Geun-hye.
O escândalo "Choi Soon-sil Gate" reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

O mandato da Presidente termina dentro de 15 meses  se a presidente  se demitir antes, a lei coreana obriga a eleições no prazo de 60 dias.

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