Sul-coreanos
pedem saída da Presidente numa manifestação que juntou um milhão de pessoas
Estes são os maiores protestos ja mais vistos na Coreia
do Sul desde as manifestações pró-democracia da década de 1980.
O povo da Coreia do Sul se manifesta pelo quinto final de semana
consecutivo pedindo a saída urgente da presidente Park Geun-hye depois desta
ter se envolvida num caso de alegado tráfico de influências, e os números,
mesmo considerando os da polícia, mais modestos, confirmam que se tratou da
maior mobilização destas semanas.
Perto de 270 mil e 1,5 milhões de pessoas pediram,
ontem, a demissão da Presidente da Coreia do Sul nas ruas da capital Seul,
segundo a polícia e os organizadores dos protestos, que contam os participantes
de forma diferente. Estes manifestantes usam de quase todas as formas de
manifesto incluindo as redes sociais. No Sábado de manhã, a polícia da Coreia
do Sul anunciou ter destacado 25 mil agentes devido aos protestos convocados
para a tarde e noite.
A indignação não tardou
chegar, incluindo de membros do próprio partido da Presidente não ficaram de
fora e os mesmos tem por base a ideia de que a presidente foi usasda durante o
seu mandato por uma amiga, Choi Soon-sil, acusada num escândalo de corrupção e
tráfico de influências.
A Procuradoria da Coreia
do Sul revelou que a Presidente teve um papel "considerável" no
escândalo e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais,
indicando que a presidente cooperou com a amiga e os outros dois
ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do
país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações. Na quinta-feira, a
principal força da oposição da Coreia do Sul, o Partido Democrático, anunciou
que vai apresentar, no início de Dezembro, uma moção parlamentar para accionar
o processo de destituição de Park Geun-hye.
O escândalo "Choi
Soon-sil Gate" reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor
mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde
que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.
O mandato da Presidente
termina dentro de 15 meses se a
presidente se demitir antes, a lei
coreana obriga a eleições no prazo de 60 dias.

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