Sobe para 67 o número de
mortos em tragédia do centro do país quando um camião-cisterna com matrícula
malauiana, pertencente a uma firma de distribuição de combustível, desviou-se
da rota na quarta-feira à tarde, após um pré-negócio, para uma pequena mata a
uns 400 metros da estrada Nacional 7, onde parte da carga seria retirada para
os bidões de um grupo de revendedores de rua. Na sequência de um curto-circuito
da motobomba que puxava o combustível, uma das secções do tanque incendiou-se,
o que provocou uma enchente de curiosos no local. Isso aconteceu devido à fuga
do motorista do camião e ausência das autoridades, a população começou a saqueiar
combustível, com recurso a baldes, da segunda secção do tanque que ainda estava
intacta. Foi esta secção que explodiu, matando no local 43 pessoas, a que se
somam depois mais 34, que não resistiram aos ferimentos de onde Treze corpos
irreconhecíveis foram sepultados numa vala comum no local na sexta-feira.
Das vitimas do acidente ocorrido em
Tete as quais foram transportadas ao hospital, 7 já foram dadas como mortas nas
últimas horas no Hospital Provincial de Tete, no centro de Moçambique, elevando
assim o número de vitimas mortais para 67 em consequência de uma explosão de um
camião-cisterna na quinta-feira, e havendo até então 71 feridos, 22 com
gravidade, segundo as declarações acolhidas dos técnicos hospitalares naquele
ponto do país.
A representante do hospital Verónica de Deus declarou o seguinte: “"A
nossa situação infelizmente continua crítica. Nas últimas 24 horas, registamos
sete óbitos, quatro são crianças e uma mulher grávida. Estamos neste momento
com 71 doentes, 22 ainda em estado crítico"."Alguns deles apresentam lesões muito graves, com quase todo o
corpo queimado e não é fácil salvar a vida de um grande queimado, mesmo em
países com muito mais recursos do que Moçambique", afirma o representante
daquele hospital, referindo que se está a trabalhar "caso a caso" e
na organização dos serviços e confiando que a resposta será "muito
boa".
Uma equipa de 12 especialistas
enviados para Tete pelo director de assistência médica do Ministério da Saúde diz esperar de uma boa reação dos pacientes
para que se possa reduzir o máximo número de óbitos embora o Hospital
Provincial estar cheio.
A representante do governo ministra da
Administração Estatal e Função Pública está no local para apurar de perto o ocorrido
e diz que faltou vigilância no caso de roubo colectivo de combustível, até pela
existência de antecedentes.
O Presidente da República Filipe
Nyusi, certificou na sexta-feira 18 que o Governo moçambicano "está a
acompanhar escrupulosamente a situação e a tomar as medidas necessárias".
O Governo de Moçambique decretou na
sexta-feira três dias de luto nacional e nomeou uma comissão de inquérito à catástrofe,
e que será conduzida pelo Ministério da
Justiça que será acompanhado pelos
ministérios do Interior, Transportes e
Comunicações, Administração Estatal e Função Pública e Energia e Recursos
Minerais.

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