domingo, 20 de novembro de 2016

Luto em Mocambique

Sobe para 67 o número de mortos em tragédia do centro do país quando um camião-cisterna com matrícula malauiana, pertencente a uma firma de distribuição de combustível, desviou-se da rota na quarta-feira à tarde, após um pré-negócio, para uma pequena mata a uns 400 metros da estrada Nacional 7, onde parte da carga seria retirada para os bidões de um grupo de revendedores de rua. Na sequência de um curto-circuito da motobomba que puxava o combustível, uma das secções do tanque incendiou-se, o que provocou uma enchente de curiosos no local. Isso aconteceu devido à fuga do motorista do camião e ausência das autoridades, a população começou a saqueiar combustível, com recurso a baldes, da segunda secção do tanque que ainda estava intacta. Foi esta secção que explodiu, matando no local 43 pessoas, a que se somam depois mais 34, que não resistiram aos ferimentos de onde Treze corpos irreconhecíveis foram sepultados numa vala comum no local na sexta-feira.
Das vitimas do acidente ocorrido em Tete as quais foram transportadas ao hospital, 7 já foram dadas como mortas nas últimas horas no Hospital Provincial de Tete, no centro de Moçambique, elevando assim o número de vitimas mortais para 67 em consequência de uma explosão de um camião-cisterna na quinta-feira, e havendo até então 71 feridos, 22 com gravidade, segundo as declarações acolhidas dos técnicos hospitalares naquele ponto do país.
A representante do hospital Verónica de Deus declarou o seguinte: "A nossa situação infelizmente continua crítica. Nas últimas 24 horas, registamos sete óbitos, quatro são crianças e uma mulher grávida. Estamos neste momento com 71 doentes, 22 ainda em estado crítico"."Alguns deles apresentam lesões muito graves, com quase todo o corpo queimado e não é fácil salvar a vida de um grande queimado, mesmo em países com muito mais recursos do que Moçambique", afirma o representante daquele hospital, referindo que se está a trabalhar "caso a caso" e na organização dos serviços e confiando que a resposta será "muito boa".
Uma equipa de 12 especialistas enviados para Tete pelo director de assistência médica do Ministério da Saúde diz esperar de uma boa reação dos pacientes para que se possa reduzir o máximo número de óbitos embora o Hospital Provincial estar cheio.
A representante do governo ministra da Administração Estatal e Função Pública está no local para apurar de perto o ocorrido e diz que faltou vigilância no caso de roubo colectivo de combustível, até pela existência de antecedentes.
O Presidente da República Filipe Nyusi, certificou na sexta-feira 18 que o Governo moçambicano "está a acompanhar escrupulosamente a situação e a tomar as medidas necessárias".
O Governo de Moçambique decretou na sexta-feira três dias de luto nacional e nomeou uma comissão de inquérito à catástrofe, e que será conduzida pelo Ministério da Justiça que será acompanhado pelos ministérios do Interior, Transportes e Comunicações, Administração Estatal e Função Pública e Energia e Recursos Minerais.





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