Caso “Nosso Banco” discutido no parlamento
Foi analisado no parlamento o caso do NOSSO BANCO,a discussão e
esclarecimento dos contornos do Nosso Banco dissolvido recentemente pelo Banco
de Moçambique, devido a difícil situação financeira que esta se encontrava e a
falta de cumprimento do plano de reestruturação delineado em 2014, que
implicava uma capitalização de 8 milhões de dólares (cerca de 602 milhões de
meticais), mas a instituição só conseguiu realizar 13%.
A dissolução do “ Nosso banco”, coloca a Instituição
reguladora do sistema financeira, em pé de Guerra com a CTA, pelo facto desta
considerar injusta a liquidação do banco acreditando que o Banco Central
deveria ter tomado a mesma medida que tomou para com o Moza Banco.
A discussão da matéria no parlamento acontece dias após a
partido Renamo ter submetido o pedido Assembleia da República de modo a que
instituições financeiras competentes na matéria expliquem aos representantes do
povo os reais motivos que levaram a dissolução e liquidação do Nosso banco,
detido maioritariamente pelo INSS, EDM e com uma minoria que se acreditar ser
da elite do partido no poder.
É de Lembrar que, na ultima sexta feira a administradora
do banco de Moçambique Joana Matsombe
disse não haver razões para pavor com dissolução do Nosso Banco pois tratava-se
apenas de “banquinho”, expressão que não terá agradado o sector empresarial que
na voz do Rogério Manuel Presidente da CTA, “o facto de ser um banquinho não
faz do nosso banco um banco licenciado pelo banco central”.
Aliás na mesma conferencia de imprensa, o administrador
do Banco de Moçambique, Alberto Bila, considera que a revogação da licença do
“Nosso Banco” era a única solução e sem alternativa. “Na situação em que se
encontrava com rácios de solvabilidade muito abaixo de oito, porque oito é o
mínimo legal, eles tinham rácios negativos com problemas de liquidez e também
de injecção de capitais, não haveria outra solução”.

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