Escândalos nas Linhas Aéreas de Moçambique LAM
A empresa aérea Moçambicana
tem sido vítima de investigações no que concerne a compra de aeronaves da
Embraer pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Num processo de um documento
do Ministério
Público Federal do Brasil denuncia personalidades moçambicanas as
quais estão envolvidas num esquema de pagamentos ilícitos pela empresa
brasileira Embraer no processo de compra de dois aviões, pelas Linhas Aéreas de
Moçambique (LAM). O documento da justiça brasileira, divulgado pela internet,
junta-se a outro publicado pela justiça norte-americana, que relatava uma
investigação sobre pagamentos ilegais feitos pela empresa de fabrico de aviões
brasileira, Embraer a executivos de companhias de Moçambique, República
Dominicana e Arábia Saudita e Índia.
No caso particular
de Moçambique, a empresa Embraer vendeu dois aviões ao valor de 32 milhões de
dólares cada, facto curioso e estranho é que cada aeronave é devia custar
normalmente entre 50 a 80 mil dólares mas a comissão a executivo da LAM as
adquiriu a um preço muito baixo dai a suspeita de algo estranho no negocio
entre as duas empresas. O pagamento da comissão, entretanto, estava a ser
negociado por Mateus Zimba, que na
altura não trabalhava na LAM, mas era Director da Sasol Moçambique, e que se
colocou como consultor, nove meses depois do acordo de venda das aeronaves à LAM
ter sido rubricado.
A prova da
suspeita não tardou chegar aos investigadores pois segundo o documento, o então
PCA da LAM, José Veigas ligou para
um dos directores da Embraer, Luiz Fuchs
e transcrevemos a conversa descrita no documento que passamos a citar:
“José Viegas: Algumas pessoas receberam
a proposta da Embraer como um insulto.
Luiz Fuchs: Que esperava da Embraer?
José Viegas: Nas actuais circunstâncias, penso em
cerca de um milhão de dólares. Mas poderíamos nos safar com 800 mil dólares.
Luiz Fuchs: Mas não temos orçamento para
consultoria
José Viegas: O preço da aeronave poderia ser
elevado”. Fim de citação.
E de facto, o
preço de cada aeronave subiu de 32 milhões de dólares para 32 milhões e 690 mil
dólares, para não responsabilizar os lucros da Embraer e garantir a comissão de
800 mil dólares. E para o efeito, Mateus
Zimba formou a empresa de nome Xihivele Consultoria e Serviços, Limitada o que em
changana significa Roube-o, esta empresa foi criada em São Tomé e Príncipe e assinou um contrato de representação comercial
para venda de duas aeronaves E-190 apenas para a LAM e o contrato dizia que a
promoção de vendas havia iniciado em Março de 2008. Depois da entrega das duas
aeronaves à LAM, a Xihivele emitiu
duas facturas para a Embraer no valor de 400 mil dólares cada. Uma foi paga
através de transferência de uma conta do CitiBank nos Estados Unidos da
América, para o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, para crédito numa
conta na Caixa Geral de Depósitos em Portugal e outra paga directamente em
Portugal. O titular dessas contas era a empresa Xihivele de Mateus Zimba.
Na contabilidade da Embraer, os 800 mil dólares foram registados como Despesas
Operacionais Líquidas, mais especificamente como Comissão de Vendas. E desde la
a empresa Xihivele nunca mais fez algum trabalho semelhante para a Embraer o
que já indica que houve um negócio estranho entre estas duas empresas.
Para reagir a este
caso, o Engenheiro José Viegas foi
contactado mas o mesmo disse aos nossos microfones que nada tinha a dizer sobre
o caso pois se passa muito tempo após esta realização e que muitas coisas estão
esquecidas, já Mateus Zimba outra
figura patente na negociação das aeronaves não atendeu as nossas chamadas telefónicas
para o esclarecimento do caso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário