População de Niassa pede intervenção do Presidente
na melhoria das vias de acesso locais
O Presidente da República, Filipe Nyusi, manifestou, ontem,
preocupação com a ocorrência de assaltos a comboios de mercadoria diversa, que
escalam a zona de Entre - Lagos, no distrito de Mecanhelas, província de
Niassa. “Isso não pode continuar. O comboio só é
assaltado quando escala Entre – Lagos. Já há agentes económicos que ameaçam
deixar de usar a linha, porque aqui no distrito de Mecanhelas há assaltos”,
disse Nyusi, citado pela Agência de Informação de Moçambique, no comício que
orientou no Posto Administrativo de Chiúta, no distrito de Mecanhelas, o último
inserido na sua visita de trabalho de três dias a Niassa iniciada segunda -
feira da semana em curso.
O Presidente pediu para que a população redobre a
vigilância, por forma a ajudar a identificar os mentores dos assaltos, via
através da qual se pode estancar o mal que transtorna o transporte de
mercadorias entre o porto de Nacala, Cuamba e Tete, passando por Malawi. “Se isto continuar, os comboios que por aqui transitam só vão
transportar o carvão que ainda não é alvo de roubos”.
Quanto a relação com o vizinho Malawi, Nyusi recomendou uma
convivência fronteiriça sem nenhum conflito. “Muitos de
vocês fazem a vida junto à fronteira com o Malawi. Mas, para isso, têm de ter
orgulho de serem moçambicanos que não fazem mal a ninguém”, disse.
Falando sobre a comercialização agrícola, o Chefe de Estado
disse ter conhecimento de que Mecanhelas, tal como a província de Niassa, no
geral, produz muito milho, que muitas vezes volta a dar falta na satisfação das
necessidades das mesmas pessoas que produzem.
Garantiu que o Governo está a organizar-se melhor para
comprar os excedentes. “Estamos a organizar-nos melhor
para comprar excedentes. Mas devem sempre guardar, tendo em conta as
necessidades alimentares. Nunca se sabe como é que a época seguinte vai se
comportar”, afirmou.
Durante os três dias, Nyusi
escalou os distritos de Sanga, Ngaúma, Majune, Maúa e Mecanhelas, onde
interagiu com as populações transmitindo várias mensagens, incluindo sobre a
necessidade de todos se envolverem na promoção da paz, para além de ter
visitado empreendimentos económicos, entre outras actividades.

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