“Moçambique
ainda está longe de ser um país que respeita os direitos humanos”, Irae Lundin
Irae Lundin falava nas vésperas
das celebrações do Dia internacional dos Direitos Humanos na qualidade de
representante da Diakonia, uma organização mundial de ajuda humanitária,
classifica Moçambique como péssimo no respeito aos direitos fundamentais das
pessoas
A poucos dias para a celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos,
várias são organizações da Sociedade Civil que se juntaram-se em Maputo para
reflectir sobre os direitos humanos no país, perante estas celebrações, Irae
Lundin disse o que passamos a citar:
“Temos leis que eu diria quase que impecáveis, mas aqueles
que são os provedores do direito ou não as conhecem, ou se as conhecem ignoram,
ou as conhecem mas não têm os meios, a capacidade para poder implementá-las.
Então, definitivamente, estamos a celebrar o dia 10 de Dezembro numa situação
muito precária do ponto de vista político e do ponto de vista económico”. Esta afirma ainda que não se justifica que o país
esteja em guerra e entende ser injusto que tenha-se colocado as dívidas
contraídas de forma ilegal como dívidas soberanas.
“Há muita injustiça, dívidas contraídas de forma não
esclarecida, que depois foram colocadas na nossa conta. O próprio Parlamento
disse que as dividas não foram contraídas da maneira como deveriam ser,
entretanto foram postas como dívidas soberanas para todos pagarmos, isto não
está correcto”, disse Lundin.
No que tange ao caso da corrupção nas Linhas Aéreas de Moçambique, Irae
Lundin considera ainda que as instituições de justiça devem tomar medidas palpáveis
para apurar e punir as pessoas que se teriam envolvido em corrupção na empresa
Linhas Aéreas de Moçambique. “o lugar de
todo o ladrão é na cadeia”.
“Todo aquele que roubou, que
seja classificado como ladrão independentemente se é indivíduo da rua, um
simples cidadão ou um alto governante. Penso que é preciso que as leis sejam
feitas para todos num sentido positivo para apoiarmos naquilo que precisamos
receber apoio, mas também no sentido de castigar todos aqueles que infringiram
as leis”acrescentou Lundin
“Junto pela defesa é o
lema da celebração do Dia Internacional dos Direitos
Humanos em Moçambique dos direitos de todos os moçambicanos”.

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