Audição de Armando Guebuza pela CPI coloca o
ponto final as investigações sobre a dívida Publica
O antigo presidente
da Republica Armando Guebuza chegou à sede do Parlamento pouco depois das
08h30, para uma audição que estava prevista para as 09h00. Este entrou com a
habitual escolta e segurança policial a que tem direito como antigo presidente
do Estado, o mesmo se fazia acompanhar de alguns auxiliares e membros da equipa
do seu gabinete dentre os quais se
destaca Gabriel Muthisse, antigo
ministro dos Transportes e Comunicações de onde durante uma hora, prestou
declarações, à porta fechada, perante os membros da CPI - maioria dos quais
seus antigos subordinados e camaradas do partido - sobre os contornos da
contratação das dívidas que, sob garantias do Estado, financiaram as
actividades da “EMATUM, MAM E PROINDICUS”.
No fim do encontro, o antigo estadista Armando Guebuza abandonou a Assembleia
da República pela porta trazeira evitando assim qualquer contacto com
jornalistas.
A CPI para a dívida pública é composta por nove membros
indicados pela bancada parlamentar da Frelimo e um que representa o MDM. Para a
Renamo, maior partido da oposição, estava reservada a indicação de sete
deputados, mas abdicou de participar, protestando contra a composição da
equipa.
Amanhã é a data limite determinada para que o relatório
da CPI seja entregue à Comissão Permanente, órgão de direcção do Parlamento
nacional. Com a audição de Guebuza, está encerrado o processo de audições. Os
membros da CPI iniciaram a fase de harmonização das informações recolhidas no
decurso do inquérito e a redacção final do respectivo relatório na noite de
ontrem segunda-feira, assegurando que, em princípio, está tudo preparado para
que os prazos do depósito dos resultados no Parlamento sejam cumpridos e que o relatório
seria entregue na quarta-feira.

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