O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que
Moçambique não cumpriu com as obrigações de divulgação financeira ao abrigo do
programa de apoio e anulou a sua avaliação positiva da implementação deste
programa, não exigindo, ainda assim, mais medidas.
Na
reunião, o FMI que fala de uma examinação de questões relacionadas com
incumprimento da obrigatoriedade de fornecer informações financeiras
"consideradas necessárias para o Fundo desempenhar as suas funções com
eficácia", tendo averiguado que "a República de Moçambique incumpriu
com esta obrigação, uma vez que as autoridades haviam prestado dados inexactos
com respeito aos stocks da dívida contraída ou garantida pelo Governo
central", este órgão chega avalia que no que concerne as dividas de Moçambique,
no âmbito dos “Instrumento de Apoio à Política Económica” (PSI)
de 2010–2013 e 2013–2016, o Conselho de Administração na voz do subdirector-geral do FMI , “Tao Zhang” no final de uma reunião da
direcção sobre Moçambique resolveu que não pode mais manter uma avaliação
positiva do desempenho dos programas no âmbito do PSI" "no que diz
respeito à inobservância do critério de avaliação contínua à contratação ou
garantia de nova dívida externa não concessional, por conseguinte o Instrumento
de Apoio à Política Económica de 2010–2013 e 2013–2016, o Conselho de
Administração decidiu que não pode mais manter uma avaliação positiva do
desempenho dos programas no âmbito do PSI",.
No
que diz respeito a falta de não observância
do constrangimento nos termos do Artigo VIII, Secção 5, do Convénio
Constitutivo do FMI, Tao Zhang acrescenta
que o Conselho de Administração acolheu as medidas correctivas já tomadas e as
demais acções com que se comprometeram as autoridades para progredir medidas
tendentes a melhorar e fortalecer a monitorização e prestação de dados a serem
fornecidos ao Fundo.
A
dívida não divulgada previamente teve um papel indispensável em tornar
Moçambique um país fortemente endividado, coagindo notavelmente as finanças e
as reservas internacionais do Governo. Deste modo, a dívida não divulgada lesou
a conquista dos principais objectivos no âmbito dos PSI, com realce para a
aceleração do desenvolvimento económico e a manutenção da estabilidade
macroeconómica",
Em
causa está a sonegação de endividamento externo no valor de 1,37 mil milhões de
dólares (cerca de 10,6% do PIB de 2015) entre 2012 e 2015, lê-se num comunicado
do FMI que anunciou uma reunião da direcção para "discutir um relatório da
Directora-geral sobre a prestação de dados incorrectos pela República de
Moçambique no âmbito do PSI e o incumprimento de uma obrigação nos termos do
Artigo VIII, Seção 5, do Convénio Constitutivo do FMI. "Entre as medidas
correctivas, evidenciam-se a abertura de uma investigação criminal pelo
Ministério Público sobre as dívidas em que envolveram-se determinadas entidades
públicas, o que prescreverá uma auditoria independente destas entidades por uma
firma de auditoria internacional experiente e de boa reputação".
Dentre
estas e outras medidas correctivas, o FMI conclui que irá concentrar-se no
arranque de reformas para melhorar a gestão da dívida em Moçambique, com o
objectivo de reforçar o processo de emissão de garantias de empréstimos e
aumentar a transparência do endividamento público e das garantias oferecidas
pela administração pública"
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