quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Caça furtiva


Furtivos dizimam mais de 100 elefantes nos últimos cinco anos no Parque das Quirimbas


Aquilo que constituía motivo de orgulho aos Moçambicanos, não só para Moçambique mas também aos turistas que visitam o Parque Nacional das Quirimbas, na província de Cabo Delgado está quase virando uma lenda. Só nos últimos cinco anos mais de 100 elefantes foram derrubados: uma obra da caça furtiva. Jacob Von Landsberg um operador de 34 mil hectares do parque afirma que dos cerca de 200 elefantes que existiam nesta área que exploro, agora só restam perto de trinta e que se encontram espalhados.
Um dos grandes embaraços apontados pelo operador Ladsberg é de que os furtivos são capturados e depois libertos sem pagar as multas. “Quando capturados levamo-los para o distrito, mas porque não têm dinheiro para pagar a multa a solução tem sido libertá-los. Sendo assim, voltam a cometer o mesmo crime”, este avançou ainda que  que já não conta com tantos fiscais para o controlo do espaço. “Tinha 12, mas depois o número reduziu  para oito e mais tarde para quatro”.
Como forma de esconder os furtivos, os poucos fiscais que restaram no Tararibu, escondem nas árvores ou pequenas grutas, um dos quais é José Jemusse  fiscal há 24 anos e conta que a situação de abate de animais é crítica. “Existem muito caçadores furtivos, mas muitos deles não são moçambicanos, são estrangeiros. O que eles mais caçam são elefantes, eles matam e depois extraem o marfim. Quando lhes apanhamos apreendemos todo o material”, desenvolveu Jemusse.
O explorador do Parque Nacional Jacob Landsberg acrescentou que o abate de elefantes conta com a colaboração de populares que socorrem-se aos caçadores para escorraçar os animais das suas machambas mas os mesmos para além de afugentar eliminam-os, os furtivos matam-nos e a população aproveita-se da carne do animal.


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