Furtivos
dizimam mais de 100 elefantes nos últimos cinco anos no Parque das Quirimbas
Aquilo
que constituía motivo de orgulho aos Moçambicanos, não só para Moçambique mas
também aos turistas que visitam o Parque Nacional das Quirimbas, na província
de Cabo Delgado está quase virando uma lenda. Só nos últimos cinco anos mais de
100 elefantes foram derrubados: uma obra da caça furtiva. Jacob Von Landsberg
um operador de 34 mil hectares do parque afirma que dos cerca de 200 elefantes
que existiam nesta área que exploro, agora só restam perto de trinta e que se
encontram espalhados.
Um
dos grandes embaraços apontados pelo operador Ladsberg é de que os furtivos são
capturados e depois libertos sem pagar as multas. “Quando capturados levamo-los
para o distrito, mas porque não têm dinheiro para pagar a multa a solução tem
sido libertá-los. Sendo assim, voltam a cometer o mesmo crime”, este avançou
ainda que que já não conta com tantos
fiscais para o controlo do espaço. “Tinha 12, mas depois o número reduziu para oito e mais tarde para quatro”.
Como
forma de esconder os furtivos, os poucos fiscais que restaram no Tararibu,
escondem nas árvores ou pequenas grutas, um dos quais é José Jemusse fiscal há 24 anos e conta que a situação de
abate de animais é crítica. “Existem muito caçadores furtivos, mas muitos deles
não são moçambicanos, são estrangeiros. O que eles mais caçam são elefantes,
eles matam e depois extraem o marfim. Quando lhes apanhamos apreendemos todo o
material”, desenvolveu Jemusse.
O
explorador do Parque Nacional Jacob
Landsberg acrescentou que o abate de elefantes conta com a colaboração de
populares que socorrem-se aos caçadores para escorraçar os animais das suas
machambas mas os mesmos para além de afugentar eliminam-os, os furtivos
matam-nos e a população aproveita-se da carne do animal.

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